
A Polícia Federal (PF) deu início à 5ª fase da operação Compliance Zero, com foco nas fraudes envolvendo o extinto Banco Master. Durante essa etapa, foram cumpridos um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A medida é resultado de suspeitas de pagamento de propina, fundamentadas em mensagens encontradas nos celulares apreendidos em investigações anteriores, incluindo o do senador Ciro Nogueira, conforme reportado pelo UOL.
As ações foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também definiu que Ciro está proibido de manter contato com outros investigados na operação. Entre eles, está seu irmão, Raimundo Nogueira, reconhecido pela PF como um importante agente no suporte da estrutura empresarial ligada ao núcleo familiar do senador. Raimundo também enfrenta restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de seu passaporte à PF.
Objetivos da Operação
Segundo a PF, o intuito dessa nova fase é aprofundar as investigações relacionadas a um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
Nota da Defesa
A defesa de Ciro Nogueira repudiou as acusações, enfatizando que o senador não teve participação em ações ilícitas e se coloca à disposição para colaborar com as investigações, visando esclarecer sua conduta e seu papel como parlamentar.



