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PF prende MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da ‘Choquei’ por R$ 1,6 bi do crime organizado

PF prende MC Ryan SP, Poze do Rodo e dono da ‘Choquei’ em investigação sobre R$ 1,6 bilhão do crime

Defesa de MC Ryan afirma que ‘a verdade será devidamente demonstrada’; ‘Estadão’ pediu manifestação de Poze e busca contato com Raphael Sousa, dono da ‘Choquei’. Crédito: Estadão

Em uma ação da Polícia Federal ocorrida na quarta-feira, 15, o influenciador Diogo Santos de Almeida, conhecido como “Diogo 305”, foi preso na Operação Narco Fluxo. A juíza Raecler Baldresca, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), negou a liberdade do suspeito na última sexta-feira, 17. Ele é investigado por supostas ligações com um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens provenientes do tráfico internacional de drogas, utilizando rifas e apostas ilegais em redes sociais para lavar recursos ilícitos.

Conforme informações publicadas pelo Estadão, a defesa de Diogo solicitou à Justiça a revogação da prisão, que foi considerada necessária pela magistrada para evitar que o acusado e outros envolvidos pudessem comprometer o andamento das investigações.

A decisão judicial destacou a “exploração de rifas ilegais” como um indicativo de movimentações financeiras suspeitas, além do vínculo do investigado com organizações criminosas que atuam em operações complexas de lavagem de dinheiro.

‘Diogo 305’ já havia sido preso em fevereiro, na Operação Falsas Promessas Foto: Reprodução/Redes Sociais

A operação, focada em desmantelar uma organização criminosa, resultou na prisão de outros influenciadores, como MC Ryan SP, que foi detido na Riviera de São Lourenço, e MC Poze do Rodo, preso no Recreio dos Bandeirantes, ambos em Rio de Janeiro. Também foi preso Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página “Choquei”. O veículo não conseguiu contatar as defesas de Poze e Raphael até o fechamento desta matéria.

A juíza do TRF-3 mencionou a gravidade das ações dos acusados e a possibilidade de que eles interfiram nas investigações caso fiquem em liberdade. O volume significativo de dinheiro movimentado pela organização foi um fator que contribuiu para a decisão de prisão cautelar.

A magistrada também reforçou que a custódia é essencial para prevenir a manipulação de provas e garantir a integridade do processo investigativo.

“Diogo 305” havia sido preso anteriormente em fevereiro, durante a Operação Falsas Promessas, que revelou ligação do empresário com práticas ilícitas durante o Carnaval, incluindo porte de arma de fogo. Ele foi solto em março após o reconhecimento de excesso de prazo na prisão preventiva.

Os advogados de Diogo argumentam que a decisão que gerou a prisão carece de fundamentação adequada, alegando que as referências à organização criminosa são simplistas e não específicas a seu cliente.

A Polícia Federal ainda alega que Diogo atuava no repasse de valores relacionados a atividades ilegais e que as investigações estão conectadas a operações maiores de combate ao tráfico internacional, mostrando o uso de plataformas de apostas para lavagem de dinheiro.

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