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Brasil

Pastora evangélica viraliza ao alertar mulheres sobre maridos agressores em evento importante

Pastora provoca debates ao comentar sobre oração em casos de violência doméstica

Um vídeo da pastora Helena Raquel, que chamou a atenção durante o Congresso dos Gideões, repercutiu amplamente nas redes sociais na última semana. No evento, considerado um dos mais relevantes do segmento evangélico, a pastora instou as mulheres a interromperem orações por maridos agressores, afirmando: “A fé não pode ser usada para blindar criminosos”. Essa declaração provocou reações diversas.

Reações divididas na comunidade evangélica

As imagens da fala da pastora foram amplamente compartilhadas, resultando em uma diversidade de respostas, tanto de representantes da esquerda quanto da direita. Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, criticou o apoio ao conteúdo do vídeo por adversários políticos. “Quando você vê a esquerda, até a Janja elogiando a mensagem de alguém, algo está errado. Esta gente é contra nossos princípios”, afirmou Malafaia.

Desafios enfrentados pelas mulheres evangélicas

Conforme reportado pelo UOL, relatos de mulheres evangélicas que sofreram violência doméstica foram destacados em uma pesquisa recente. Uma das mulheres mencionadas relatou que durante uma conversa com seu pastor sobre o marido agressor, recebeu a resposta de que deveria “orar mais”. Juliana Brandão, pesquisadora envolvida no estudo, ressaltou que embora não se possa afirmar que ser cristã coloca a mulher em maior vulnerabilidade, os dados sugerem que o papel das instituições religiosas deve ser considerado em casos de violência.

Defesa da honra das instituições religiosas

Malafaia ainda defendeu a imagem da igreja, argumentando que homens considerados “vagabundos, violentos, perversos” podem, ao frequentar a igreja, transformar-se em cidadãos de bem. “Aplaudo mensagens que combatem o pecado, mas não aceito acusações genéricas baseadas em dados duvidosos”, concluiu.

Universo das acusações distorcidas

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também se manifestou sobre a questão, declarando que a pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil” não sugere que mulheres evangélicas sejam mais vulneráveis que mulheres de outras religiões. O Fórum lamentou que os dados estivessem sendo distorcidos e elogiou a coragem de Helena Raquel ao discutir um problema que afeta muitas brasileiras, independentemente de raça, classe social ou religião.

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