
Na última sexta-feira (19), a Câmara dos Deputados tomou a decisão de cancelar o passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro, um dia após o parlamentar ter perdido seu mandato.
De acordo com as normas internas da Câmara, a invalidação do passaporte é uma consequência direta da perda do mandato, e foi solicitada a devolução dos documentos correspondentes.
No sistema da Casa Legislativa, tanto os passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro quanto os de seus dependentes estão registrados como não válidos.
Em suas redes sociais, o ex-deputado expressou que essa decisão tem o intuito de dificultar sua permanência fora do Brasil. Além disso, ele insinuou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, poderia ter ordenado o cancelamento de seu passaporte comum.
“No dia seguinte à cassação de meu mandato veio a notícia do cancelamento de meu passaporte. Não se engane, desde sempre a intenção é me bloquear no exterior,” escreveu Bolsonaro.
No dia seguinte a cassação de meu mandato veio a notícia do cancelamento de meu passaporte. Não se engane, desde sempre a intenção é me bloquear no exterior.
Assim, é muito provável que de fato Moraes tenha dado uma ordem secreta para impedir que eu faça meu passaporte comum. pic.twitter.com/T4KbE5iayu
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) 21 de dezembro de 2025
Desde fevereiro deste ano, Eduardo Bolsonaro permanece autoexilado nos Estados Unidos e já contabiliza 59 ausências não justificadas nas sessões deliberativas do plenário. Segundo a Constituição, a perda de mandato é inevitável para um parlamentar que faltar a mais de um terço das reuniões.
Em função das faltas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a perda do mandato do deputado, informação publicada no Diário Oficial da Casa na quinta-feira (18).
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Com informações da CNN Brasil.











