
Um mês após a inauguração do primeiro trecho da linha 6-laranja do metrô em São Paulo, passageiros ainda enfrentam desafios devido a obras em curso, escadas rolantes e elevadores fora de funcionamento, além de poeira e áreas isoladas por tapumes nas estações.
### Operação Atinge Intervalos Mais Curtos
Apesar de ter reduzido os intervalos de espera para cinco a sete minutos — anteriormente, chegavam a quase 20 —, algumas obras e acabamentos continuam incompletos. A situação foi constatada em visita recente da reportagem, que observou a presença de tapumes, materiais de construção, escadas rolantes desligadas e goteiras.
### Expectativa por Melhorias
A expectativa é de que a conclusão das intervenções melhore as condições nas estações. Inicialmente, a primeira fase da linha 6, que conta com oito estações, tinha inauguração prevista para outubro, mas foi antecipada para 2 de julho, em uma cerimônia que contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A antecipação ocorreu devido a restrições eleitorais que impedem a presença de candidatos em eventos após o dia 4 de julho.
### Opinião dos Passageiros
A costureira Maria Aparecida, 69, moradora da Freguesia do Ó, expressa sua ansiedade pela chegada do metrô, ressaltando os transtornos trazidos pela longa execução do projeto. “A gente estava muito ansioso por isso aqui”, afirmou, mencionando dificuldades enfrentadas enquanto a obra estava parada.
### Queda no Movimento de Passageiros
O movimento nas estações mudou significativamente desde a inauguração, com filas longas não mais registradas. Mesmo assim, a reportagem encontrou muitos passageiros curiosos que percorriam o trajeto para conhecer o novo ramal e registrar suas experiências.
### Dados de Passageiros
Segundo a concessionária Linha Uni, responsáveis pela construção e operação do ramal, foram transportados 42.239 passageiros entre 3 e 31 de julho, com uma média de 2.223 pessoas por dia. A estação João Paulo 1º, localizada na Brasilândia, teve o maior movimento, registrando média de 10.861 passageiros diários.
### Cenário Atual das Estações
Na última visita à linha, foi notado um avanço no entorno da estação João Paulo 1º, que apresenta um cenário menos caótico. Contudo, na Freguesia do Ó, poucos elevadores e escadas rolantes estão em funcionamento, e o canteiro de obras permanece. O intervalo entre os trens naquele dia variou de cinco a sete minutos.
### Obras em Andamento
Entre as estações Freguesia do Ó e Santa Marina, ainda é possível observar áreas em construção. De acordo com a Linha Uni, os poços de ventilação e saída de emergência (PVSEs) estão em fase de finalização.
Na estação Santa Marina, a acessibilidade ainda é um problema, com a escada rolante que atende a saída permanecendo fora de operação, embora nenhum goteira tenha sido registrada desta vez.
Outras estações, como Sesc Pompeia e Perdizes, também apresentam obras inacabadas e estruturas provisórias, com algumas escadas rolantes fora de operação.
### Posição da Concessionária
Em resposta a questionamentos da **Folha**, a Linha Uni informou que a conclusão da primeira fase da linha 6 está prevista para o final de 2026. O objetivo das operações assistidas é validar sistemas em um ambiente real e identificar oportunidades de correção, enquanto as obras continuam.
A Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que a linha 6 opera dentro do cronograma previsto e atende aos requisitos mínimos exigidos pela legislação, destacando que a operação inicial está focada na segurança dos passageiros e validação dos sistemas.











