

“O bem-estar do querido povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração, superando a violência e comprometendo-se com a Justiça e a paz, garantindo a soberania do país”, afirmou o Papa, após a oração do Angelus na Praça de São Pedro, em Roma.
A declaração veio após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que as forças armadas americanas realizaram um “ataque em grande escala” na Venezuela, resultando na detenção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.
Em resposta, o governo venezuelano classificou a operação como uma “gravíssima agressão militar” e declarou estado de exceção. Trump, por sua vez, comunicou que governará o país até que uma transição de poder seja concluída.
Trump também se mostrou aberto à possibilidade de uma nova ofensiva militar caso seja necessário.
O presidente venezuelano foi transferido para Nova York, onde enfrentará, em breve, um tribunal federal por acusações relacionadas a narcoterrorismo, conforme fontes internacionais.
Repercussão Internacional
A comunidade global se mostrou dividida, com alguns condenando as ações dos Estados Unidos e outros saudando a remoção de Maduro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” em relação à “escalada de tensão na Venezuela”, ressaltando que a ação militar dos EUA pode trazer “implicações preocupantes” para a região.
Após sua detenção, Maduro passou a primeira noite no Metropolitan Detention Center, uma prisão federal em Brooklyn, Nova York, enfrentando alegações de ligação com tráfico de drogas e corrupção.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu uma ordem do Supremo Tribunal para assumir a presidência interina do país.
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