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Brasil

Pablo Marçal transfere R$ 4,4 milhões para MC Ryan em operação ligada ao PCC

Uma empresa ligada ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (União Brasil), transferiu R$ 4,4 milhões para a conta pessoal do MC Ryan. O funkeiro é apontado pela Polícia Federal como líder de um esquema de ocultação e lavagem de bens relacionados ao tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC). O montante é supostamente oriundo da venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine.

Confirmação e Defesa

Pablo Marçal reconheceu a transação, porém negou que o valor se referisse à aeronave, alegando que era para a compra de parte de um imóvel. Ryan, que apoia a candidatura de Marçal em 2024, foi detido na Operação Narco Fluxo, realizada em 15 de abril, em uma ação que investiga a lavagem de dinheiro do tráfico por meio de rifas ilegais e atividades no setor de entretenimento.

Detalhes da Investigação

Conforme reportado pelo Estadão, a defesa de MC Ryan informou que todos os valores que transitam em suas contas estão devidamente documentados e são geridos com controle rigoroso de tributos. A PF, no entanto, destacou que os R$ 4,4 milhões enviados pela empresa R66 Air Ltda. a Ryan levantam suspeitas sobre a origem do dinheiro e a possível conexão com a venda da aeronave.

Interconexões Criminosas

A investigação também revela que o esquema utilizava “empresas de prateleira” para lavagem, com ligações a operações financeiras fraudulentas investigadas por outras operações da PF, como a Operação Compliance Zero e a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, totalizando um montante de R$ 1,6 bilhão movimentados para o crime organizado.

Natal das Apreensões

Durante a operação Narco Fluxo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, e 33 dos 39 mandados de prisão temporária foram executados. O contador Rodrigo Morgado, suspeito de assessorar financeiramente o PCC, encontra-se detido desde outubro de 2025, embora sua defesa alegue que ele atua estritamente dentro da lei.

Posicionamentos

A assessoria de Pablo Marçal se manifestou, afirmando que a transação foi parte de uma negociação imobiliária, com toda a documentação necessária devidamente registrada e que qualquer comprovação será apresentada quando solicitado pelas autoridades.

Por sua vez, a defesa de MC Ryan reafirma a integridade do artista e a legalidade de suas operações financeiras, conforme reportado pelo Estadão. Esses desdobramentos têm gerado um intenso debate sobre a ligação entre o mundo da música e a criminalidade organizada no Brasil, além de levantar questões sobre a transparência nas operações financeiras de figuras públicas.

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