Os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) são alvos de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura o desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorreu na sexta-feira, 19 de outubro. O objetivo da ação é investigar o suposto envolvimento de políticos, servidores comissionados e particulares na prática de desvios e na ocultação de verbas públicas.
A repercussão da operação entre os parlamentares foi significativa. Carlos Jordy utilizou suas redes sociais para declarar que se encontra em uma "perseguição implacável", denunciando o que chamou de uma "ditadura" do Judiciário. "Hoje, no aniversário da minha filha, a PF fez busca e apreensão novamente na minha casa por determinação de Flávio Dino. Perseguição implacável!", publicou Jordy em seu Instagram.
Enquanto isso, Sóstenes Cavalcante se manifestou de maneira mais sutil, comentando apenas que "O Brasil precisa saber é quem é o filho do rapaz…", mesmo após a apreensão de cerca de R$ 400 mil em sua residência.
O deputado José Medeiros (PL-MT) levantou questões sobre a possibilidade de as investigações serem uma "coincidência ou chumbo trocado", referindo-se a operações anteriores que também envolveram figuras políticas proeminentes. “Ministro Flávio Dino manda Polícia Federal na casa do Sostenes, aliado do ministro André Mendonça, um dia após André Mendonça mandar a polícia federal fazer busca na casa do aliado de Dino, senador Weverton Rocha. Coincidência ou chumbo trocado?”, escreveu Medeiros em sua conta no Twitter.
No campo governista, a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) comentou sobre a gravidade da investigação, afirmando que "é muito grave o que a Polícia Federal apura na operação de hoje sobre desvio de verbas parlamentares – dinheiro público". Ela abordou a relação do caso com um contexto mais amplo, sugerindo que a extrema-direita está frequentemente associada a práticas corruptas. Em seu post, acrescentou que “há de ter rigor na apuração e na responsabilização”.
Por outro lado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) sugeriu uma crítica à sigla PL, associando-a à expressão "Papuda Lotada", referindo-se ao contexto de corrupção: “PF apreende 430 mil reais no quarto do líder do PL na Câmara. Dois deputados do partido de Bolsonaro são investigados por desvio de quotas parlamentares.”
A deputada Duda Salabert (PDT-MG) também se manifestou, ironizando a situação de Sóstenes, que, segundo ela, "acordou com a Polícia Federal na porta", uma referência direta à operação realizada em sua residência.
A situação dos deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy permanece sob intensa escrutínio público e político. Com a investigação em curso e as distintas reações entre opositores e aliados, o desdobramento deste caso poderá impactar significativamente o cenário político atual.
Para mais informações, acesse o site oficial da Polícia Federal.
*Com informações da CNN Brasil.
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