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Internacional

Operação desarticula rede de comunicação entre advogados e facções no Ceará

Uma operação policial nesta terça-feira, 30 de junho, apreendeu 12 advogados suspeitos de transmitir ordens de líderes de facções criminosas que estão detidos na Unidade Prisional de Segurança Máxima do Ceará (UP-Máxima), em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Até o momento, 11 advogados foram presos, e um permanece foragido. Os nomes dos envolvidos, entre eles Tancredo de Lima Araújo e Francisca Leny Carneiro, não foram divulgados, e suas defesas ainda não foram localizadas.

A operação, intitulada “Mensageiros do Crime”, é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Ceará (MPCE), com apoio da Polícia Civil e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). Os oficiais estão cumprindo 58 mandados de prisão e busca e apreensão.

Conforme o MPCE, a operação visa desarticular uma complexa rede de comunicação que utiliza advogados para intermediar contatos e repassar ordens entre os líderes das organizações criminosas e o exterior. Esse esquema foi identificado através de gravações de áudio e vídeo autorizadas pelo Poder Judiciário nas salas de reuniões da UP-Máxima.

A SAP informou que, em sua parte da operação, foram cumpridos 14 mandados de prisão e busca em relação a prisioneiros da unidade. Mais dois detidos foram localizados através do sistema de georreferenciamento de tornozeleiras eletrônicas.

A Ordem dos Advogados do Brasil — Secção Ceará (OAB-CE) acompanha a operação. A entidade enfatizou que, se as acusações forem confirmadas, das medidas previstas pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED) serão adotadas contra os advogados envolvidos. Contudo, a OAB-CE condenou tentativas de criminalizar a advocacia e reafirmou seu compromisso com o devido processo legal e a defesa das garantias legais de todos os cidadãos, incluindo os advogados.

Nota da OAB-CE

A Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) informa que acompanha o cumprimento da operação, assegurando a legalidade dos atos e as prerrogativas profissionais conforme o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94).

A OAB Ceará repudia tentativas de criminalização e reafirma seu compromisso com a ética e legalidade, reiterando que qualquer conduta ética inadequada por advogados será rigorosamente tratada no Tribunal de Ética e Disciplina.

Os processos disciplinares transcorrem sob sigilo, garantindo acesso restrito às partes e autoridades judiciais competentes.

Mais informações serão divulgadas em breve.

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