
Orlando Rocha Pereira, de 47 anos, foi atacado por uma onça-pintada na zona rural de Porto Velho no último dia 11 de agosto. Segundo informações publicadas pelo portal Último Segundo, ele estava montado em uma égua quando o felino atacou o animal. Ao tentar escapar, Orlando caiu e se feriu em arames farpados. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e levado ao Hospital João Paulo II, onde seu estado de saúde é considerado estável, embora necessite de procedimentos cirúrgicos.
A família de Orlando relatou que, após o ataque, ele foi encontrado machucado e com o rosto coberto de sangue, apresentando lesões no nariz e no ombro, além de suspeitas de fratura na clavícula. Não foram identificadas marcas de mordidas ou arranhões da onça, o que sugere que as lesões foram causadas pela queda.
Além do ataque ao trabalhador rural, a égua que Orlando montava não sobreviveu aos ferimentos. Registros de sua condição circulam em grupos de WhatsApp, mostrando o animal gravemente ferido antes de falecer.
Os ataques de onças-pintadas a seres humanos são considerados raros e, muitas vezes, ocorrem em situações em que o felino se sente ameaçado, como ao estar ferido ou acompanhado de filhotes. Historicamente, a espécie tem atacado rebanhos de gado com maior frequência em áreas desmatadas, onde a redução da oferta de presas silvestres leva os animais a se aproximarem mais das áreas urbanas.
A onça-pintada é classificada como vulnerável no Livro Vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção, gerido pelo ICMBio. As principais ameaças à espécie incluem caça ilegal, perda de habitat e retaliações de criadores após ataques ao gado. As autoridades recomendam que, em caso de avistamento do animal, a população entre em contato com a Polícia Militar Ambiental ou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), evitando tentar abater o felino.
Esse incidente destaca os desafios da convivência entre a fauna silvestre e as atividades humanas, especialmente em áreas rurais, onde a pressão sobre os habitats naturais tem crescido.

















