
BRASÍLIA, DF – O diretório regional do Novo no Paraná classificou como “precipitada” a divulgação de um vídeo do pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, que critica Flávio Bolsonaro (PL) em relação a um áudio onde o senador pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A posição foi divulgada pela equipe de Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato e atual líder do partido no estado, que busca concorrer ao Senado.
Conforme registrado pelo site Folha de S.Paulo, o diretório do Novo no Paraná criticou a ação de Zema: “A divulgação do vídeo pela equipe de comunicação foi precipitada e causou desentendimentos em alianças já estabelecidas”, afirmando que posicionamentos desse tipo deveriam ter passado por uma discussão prévia com a convenção nacional do partido.
Deltan Dallagnol deseja se candidatar ao Senado em uma chapa com Sérgio Moro (PL) disputando o governo do estado e Filipe Barros (PL) concorrendo à outra vaga de senador. A pré-candidatura de Zema levanta preocupações pois pode dividir o eleitorado que Flávio Bolsonaro busca conquistar.
O comunicado do diretório prosegue afirmando a solidez da aliança entre PL e Novo, fundamentada em diálogo e compromisso com o desenvolvimento do estado, criticando a narrativa adversária: “Unidos pela oposição ao PT e ao ideário da esquerda, seguimos confiantes na força desse projeto para o estado”.
A polêmica veio à tona com a revelação de que Flávio Bolsonaro solicitou recursos a Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. O ex-banqueiro desembolsou R$ 61 milhões para a produção do documentário “Dark Horse”, e um áudio de 2025 mostra Bolsonaro pedindo mais verbas ao investidor.
Essa informação foi inicialmente publicada pelo The Intercept Brasil e teve sua veracidade confirmada por fontes ligadas à investigação, segundo noticiado pela Folha de S.Paulo.
Em resposta a essa situação, Zema, em vídeo nas redes sociais, qualificou as ações de Flávio como um “tapa na cara dos brasileiros de bem”, ressaltando a importância da credibilidade para mudanças no país: “Não adianta criticar as práticas de Lula e do PT e fazer o mesmo”.
Por fim, a nota do diretório pedia uma investigação rigorosa sobre o caso do Banco Master, com efeitos concretos que garantam a transparência no cenário político e financeiro nacional.



