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Nova pesquisa revela Prototaxites: organismo ancestral desafia a ciência moderna

Um organismo enigmático, que habitou a Terra há cerca de 400 milhões de anos, é alvo de novas pesquisas que desafiam as classificações tradicionais da vida. Conforme relatado pela [CNN Brasil](https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/maior-forma-de-vida-terrestre-ha-400-milhoes-de-anos-nao-tem-explicacao/), essa forma de vida multicelular, que se erguia majestosa na paisagem pré-histórica, não se encaixa nas categorias conhecidas de plantas, animais ou fungos.

### Descoberta dos Prototaxites

Os Prototaxites, como são conhecidos os fósseis desse organismo, foram identificados pela primeira vez há 160 anos e podem atingir até 9 metros de altura. “Podemos afirmar que se trata de um grupo muito diferente de qualquer outro que conhecemos”, diz Corentin Loron, paleontólogo da Universidade de Edimburgo e um dos principais autores do novo estudo publicado na revista *Science Advances*.

### Teorias Sobre sua Classificação

Na era vitoriana, cientistas acreditavam que os Prototaxites eram troncos apodrecidos de coníferas, mas investigações posteriores revelaram que sua estrutura era composta de tubos entrelaçados, em contraste com as células em forma de bloco que formam os tecidos vegetais. Outras teorias sugeriram que poderiam ser massas semelhantes a líquens, resultado da simbiose entre fungos e algas. Nos últimos anos, alguns especialistas passaram a acreditar que esses organismos estavam mais próximos dos fungos, visto que não pareciam realizar fotossíntese.

### Análise dos Fósseis

Recentemente, a pesquisa focou em três fósseis de Prototaxites coletados no sílex de Rhynie, um ecossistema terrestre que preservou algumas das primeiras plantas, fungos e fauna que colonizaram a Terra durante o período Devoniano Inferior. Este sítio, que já foi uma antiga fonte termal similar a Yellowstone, oferece uma preservação excepcional dos fósseis, permitindo análises químicas que revelam as assinaturas de moléculas que desapareceram ao longo do tempo.

“Conseguimos identificar indícios que nos informam sobre a composição original desses fósseis, o que significa que não foram excessivamente processados ou transformados pela geologia”, destaca Loron.

Fóssil de Prototaxites com 410 milhões de anos, descoberto em Rhynie, Escócia. Créditos: Neil Hanna

Esta nova pesquisa desafia o que sabemos sobre a história da vida, e essas descobertas podem fornecer insights valiosos sobre os organismos que dominaram a Terra antes da evolução das formas de vida atualmente conhecidas.

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