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SP

Morte de soldado Gisele em São Paulo ganha nova investigação por feminicídio

Gisele foi fatalmente atingida por um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, onde sua morte foi confirmada às 12h04 do mesmo dia.

Rotina e Conflito Familiar

De acordo com informações do UOL, Rosa Neto, o marido da vítima, revelou em seu depoimento que decidiu, na manhã do incidente, ir ao quarto de Gisele, alegando que precisava se separar. Ele afirmou que, após a declaração, a esposa reagiu de forma exaltada, pedindo que ele saísse do quarto e fechando a porta. Segundo Rosa, ele então foi ao banheiro.

O Momento da Tragédia

Apenas um minuto depois de entrar no banho, Rosa afirmou ter ouvido um barulho que acreditava ser a porta batendo. Ao sair, encontrou Gisele no chão, ferida e segurando uma arma. Ele acionou o resgate e a Polícia Militar, além de um amigo desembargador. Em seu relato, ele afirmou que Gisele cometera suicídio.

Questões de Violência

A mãe da vítima, conforme relatado, descreveu o relacionamento entre Gisele e Rosa como “extremamente conturbado”. Ela caracterizou o genro como uma pessoa abusiva e violenta, que restringia a liberdade da filha em diversas áreas, incluindo aspectos de aparência e tarefas domésticas.

Revisão da Investigação

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio, mas a Polícia Civil mudou a classificação para “morte suspeita” após o depoimento da mãe de Gisele. A investigação está a cargo do 8º Distrito Policial do Brás e sob a supervisão da Corregedoria da Polícia Militar.

Nova Perícia

No dia 6 de março, o corpo de Gisele foi exumado para uma nova perícia, que revelou “lesões contundentes” na face e no pescoço. Esses ferimentos foram considerados compatíveis com agressões, indicando que poderiam ter sido causados por um adulto durante uma briga.

A investigação sobre a morte de Gisele continua em andamento, enquanto a situação revela preocupações alarmantes relacionadas ao feminicídio e a violência doméstica.

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