
A Polícia Civil de Santa Catarina, em colaboração com o Ministério Público, investiga a morte do cão “Orelha”, que foi vitimado por maus-tratos na Praia Brava, Florianópolis. A ação policial, realizada nesta segunda-feira (26), tinha como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos envolvidos nas agressões.
Além do incidente que resultou na morte do cão “Orelha”, as autoridades também estão apurando um segundo caso, no qual um cão de cor caramelo teria sido levado ao mar por um adolescente, mas conseguiu sair do local. As investigações tiveram início após uma denúncia que indicava que um grupo de jovens seria responsável pelo ocorrido. O cachorro, encontrado ferido, não sobreviveu e foi submetido a eutanásia.
Operações e Investigações
Os mandados de busca visam coletar evidências relacionadas às agressões. Segundo a polícia, se a autoria dos adolescentes for confirmada, o relatório será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, devido à idade dos envolvidos.
Coação na Investigação
As investigações também incluem a suposta coação de uma testemunha, que teria sido pressionada por um pai de um dos adolescentes e um policial civil. De acordo com o delegado Ulisses Gabriel, durante a operação, a equipe visava localizar uma arma que teria sido utilizada para ameaçar a testemunha, mas o objeto não foi encontrado. Buscas também foram realizadas em residências de dois adolescentes, com foco em aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares.
“Até agora, dois adolescentes foram objeto de busca, enquanto outros dois estão nos Estados Unidos em uma viagem programada. Suspeitamos que quatro adolescentes estejam envolvidos nas agressões e que três adultos tenham cooptado a testemunha durante o processo investigativo”, afirmou Gabriel.
Repercussão nas Redes Sociais
A morte do cão “Orelha” gerou mobilização nas redes sociais, com moradores e organizações não governamentais clamando por justiça. O animal era parte da comunidade há aproximadamente dez anos. A Associação dos Moradores da Praia Brava mencionou que “Orelha” se tornou um símbolo de cuidado e convivência no bairro.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se manifestou sobre o caso e confirmou que solicitou mandados à Justiça algumas semanas após o início das investigações. Em nota, ele disse: “Na sexta-feira, 16 de janeiro, tomei conhecimento do caso e determinei ao delegado geral a investigação imediata. A polícia civil coletou provas e solicitou mandados à Justiça, alguns dias após o início da investigação.”
Leia a nota na íntegra:
“A juíza responsável se declarou impedida e um outro juiz foi nomeado para decidir sobre os nossos pedidos. Nos próximos dias teremos novidades. As provas já estão no processo e me embrulharam o estômago.”











