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Com desapropriações e obras complexas em vista, as extensões prometidas para as linhas de monotrilho em São Paulo, particularmente nas áreas carentes como Cidade Tiradentes e Paraisópolis, permanecem distantes da realidade para os moradores locais.
Linha 17-Ouro: Inauguração e Novas Expectativas
Em 31 de março, o governo paulista inaugurou a linha 17-ouro, o segundo monotrilho da capital, após 12 anos de atrasos. A nova linha conecta a estação Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, cobrindo uma distância de 6,7 km e contando com oito paradas. Segundo informações do site Folha de S.Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou a conclusão das obras até Paraisópolis para 2028; no entanto, o Metrô prevê que a entrega efetiva ocorra apenas em 2032.
Prolongamento da Linha e Desafios Estruturais
A extensão da linha na zona sul representará uma atualização do projeto original, revelado na época dos governos do PSDB para a Copa de 2014. O projeto inicial já previa a passagem do monotrilho pela comunidade de Paraisópolis e pelo estádio do Morumbi.
Entre as novas estações estão Panamby, Américo Maurano na zona sul e Vila Paulista para outros locais. O custo total do primeiro trecho da linha é estimado em quase R$ 6 bilhões. A construção, no entanto, enfrentou diversos obstáculos, incluindo paralisações e a falência da empresa Scomi, responsável pelos trens. As obras foram retomadas somente em 2023, sob a administração do governador atual e com a produção das composições pela chinesa BYD.
Desafios e Expectativas para Paraisópolis
Roberto Torres, diretor de engenharia do Metrô, destacou que a construção entre os rios e a marginal Pinheiros exigirá guindastes de grande porte e acarretará interdições no trânsito, impactando significativamente a vida dos paulistanos. As obras também incluem a ampliação da avenida Hebe Camargo, que facilitará a chegada do monotrilho à comunidade de 58,5 mil habitantes.
A gestão de Ricardo Nunes (MDB) afirmou que estas obras estão integradas no Programa Nova Paraisópolis, que destina R$ 1,6 bilhão em investimentos. Apesar das desapropriações já feitas, há preocupações com invasões nas áreas desapropriadas, conforme relatado por moradores.
Estação Cidade Tiradentes: Um Futuro Incerto
No extremo leste de São Paulo, a linha 15-prata também avança, mas a chegada do monotrilho a bairros afastados como Cidade Tiradentes ainda parece uma meta distante. Inaugurada em 2014, essa linha é vital para a população, mas muito ainda precisa ser feito.
Conforme discutido na Folha de S.Paulo, as expectativas agora colocam a entrega da extensão em 2036. As desapropriações necessárias e a ampliação da avenida Raged Chohfi são pontos críticos, enquanto os moradores esperam ansiosamente por melhorias no transporte.
Críticas e Alternativas ao Monotrilho
A resistência ao monotrilho não é nova. Flamínio Fishman, arquiteto e especialista em mobilidade, criticou a escolha do sistema, que apresenta uma capacidade menor em comparação ao metrô convencional. Enquanto um monotrilho suporta até 48 mil passageiros por hora, o metrô pode carregar até 80 mil. Atualmente, a linha 15-prata atende cerca de 150 mil passageiros diariamente, e a linha 17-ouro deve transportar até 100 mil.
Torres, por outro lado, defende que os monotrilhos devem atuar como complementos à rede de transporte existente, apesar de suas limitações e do custo elevado. O foco deve ser na redução do custo por quilômetro, com expectativas de que o custo chegue a R$ 500 milhões por quilômetro com as novas extensões.
A situação permanece nebulosa, e as esperanças de uma melhor mobilidade urbana na capital paulista dependem da eficácia das obras e do planejamento estratégico das autoridades locais.











