
Um encontro recente em Brasília entre o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano Marques, e o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, acendeu alerta sobre questões envolvendo fraudes bilionárias do Banco Master. Segundo informações publicadas pelo Estadão, Marques, que é aliado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, confirmou a reunião no hotel onde está hospedado e discutiu uma proposta de delação premiada apresentada por Juca aos investigadores do caso.
O ministro revelou à reportagem que, apesar de ter se reunido com Juca, não abordou diretamente a delação. “Ele mencionou que estava morando aqui e que tinha entregado a proposta de delação. Fiquei surpreso”, afirmou Marques.

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p data-component-name=”paragraph” class=”styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default “>Juca, por sua vez, minimizou a importância do encontro, afirmando que a conversa foi breve, de menos de cinco minutos, e ressaltou ser uma “leviandade” supor que a reunião tratou da delação de Vorcaro.
Esse encontro ocorreu logo após a defesa de Vorcaro ajustar os detalhes da proposta de delação premiada e entregar documentos relevantes ao caso. Cada anexo da delação inclui informações sobre pessoas implicadas e provas relacionadas aos crimes financeiros. O local do encontro foi o B Hotel, onde ambos deixaram o local em momentos distintos.
Floriano Marques é considerado um importante aliado de Moraes e foi indicado ao TSE por ele, sendo este um vínculo significativo em sua carreira. Essa indicação foi feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem a responsabilidade de nomear membros para a Corte, conforme informações do Estadão.
Com efeito, há expectativas de que Vorcaro forneça detalhes relevantes à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre sua ligação com ministros do STF. Destaca-se a relação próxima que mantinha com Moraes, que inclui a contratação da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, que ganhou R$ 80 milhões do Banco Master durante 22 meses de serviços. Esta quantia é considerada excessiva em comparação aos valores praticados no mercado, segundo apurações da Receita Federal.



