
O Ministério Público de São Paulo exigiu esclarecimentos do governo de Tarcísio de Freitas sobre as providências tomadas após alunos de uma escola estadual apresentarem problemas de saúde ao inalarem gás de uma operação da Polícia Militar. O ofício, assinado pelo promotor João Paulo Faustinoni e Silva, foi protocolado na sexta-feira, 3 de julho, e o governo tem até 30 dias para responder.
O promotor questiona se foi instaurado um procedimento administrativo e se existe um plano para evitar que incidentes semelhantes ocorram, dada a proximidade do batalhão da PM com a Escola Estadual Professor Paulo Roberto Faggioni, localizada no bairro Limoeiro, na Zonas Leste de São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a situação está sendo investigada pela Polícia Militar, que visa esclarecer os fatos e tomar as devidas medidas corretivas. No último dia 29, adolescentes da referida escola passaram mal, e a Secretaria Municipal da Saúde confirmou que quatro alunos receberam atendimento, com dois sendo encaminhados a um pronto-socorro.
De acordo com uma nota conjunta das secretarias estaduais de Segurança Pública e Educação, o gás lacrimogêneo utilizado durante um treinamento na PM teria sido percebido pelos alunos da escola. A situação foi denunciada ao Ministério Público pelos deputados Luciene Cavalcante e Carlos Giannazi, além do vereador Celso Giannazi, todos do PSOL, evidenciando a preocupação com a segurança e saúde das crianças na região.











