
Entre os mortos estão o patriarca Marcos Antônio Lopes de Oliveira e sua família, incluindo sua esposa, Renata Juliene Belchior, e seus filhos, Gabriela e Thiago. Também foram assassinados a esposa de Thiago, Elizamar da Silva, e seus filhos, além de uma ex-companheira de Marcos e sua filha.
Penas e Detalhes do Crime
A condenação de Gideon inclui delitos graves, como cárcere privado, extorsão mediante sequestro e ocultação de cadáver. A maior chacina da história do Distrito Federal ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, sendo motivada por uma disputa patrimonial relacionada a uma chácara em Itapoã, avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões.
As investigações revelam que os crimes foram premeditados e executados em um intervalo de três semanas. Em 27 de dezembro de 2022, Gideon e outros comparsas seqüestraram Marcos, Renata e Gabriela, levando-os a um cativeiro em Planaltina, onde Marcos foi assassinado. O corpo foi enterrado no quintal do local, enquanto as mulheres foram mantidas em cativeiro.
Sequência de Assassinatos e Motivações
No dia seguinte, um novo membro se juntou ao grupo, e as mulheres foram submetidas a ameaças para entregar senhas de suas contas. Isso permitiu o monitoramento de outras vítimas, como Cláudia e Ana Beatriz, com o intuito de atraí-las para um rapto que traria uma quantia significativa.
Entre 2 e 4 de janeiro, Cláudia e Ana Beatriz foram também capturadas e levadas ao cativeiro. Com o acesso à tecnologia das vítimas, o grupo decidiu eliminar Thiago, que poderia atrapalhar seus planos. Ele foi atraído ao local onde foi sequestrado e enviado ao cativeiro junto com as quatro mulheres.
Após obter novamente o controle dos celulares, o grupo programou o ataque a Elizamar e seus filhos, que foram tragicamente assassinados em Cristalina (GO) e tiveram os corpos incinerados no veículo de Elizamar. Gideon, Carloman e outros executaram as demais vítimas, incluindo Renata e Gabriela, que foram levadas até Unaí (MG), onde também foram assassinadas.
Por fim, as últimas condenações abrangem Cláudia, Ana Beatriz e Thiago, que foram mortos e seus corpos descartados em uma cisterna. As ações do grupo foram ajudadas pelo fogo que queimou os objetos pertencentes às vítimas, na tentativa de obstruir as investigações.
O caso permanece sob análise judicial, com as condenações refletindo a gravidade dos crimes cometidos e a complexidade do planejamento do crime.



