
Um menino de nove anos passou por um susto ao sofrer um acidente durante um salto de “rope jump” na ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo. O incidente ocorreu três meses antes da trágica morte de uma jovem de 21 anos no mesmo local, conforme reportado pela **Folha de S.Paulo**.
**Acidente no Saltos Radicais**
Imagens exibidas no programa **Fantástico**, da TV Globo, mostram o momento em que o garoto cai sob a ponte. Felizmente, o impacto foi minimizado, pois aconteceu enquanto ele realizava um movimento pendular, sustentado pela corda. A reportagem indica que o menino sofreu apenas arranhões nos joelhos.
A equipe responsável pelo salto do garoto é a mesma que realizou o salto que resultou na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. Em 13 de março, Maria foi arremessada da ponte durante um salto sem estar devidamente presa a cordas.
**Investigação em Andamento**
A Polícia Civil de São Paulo indiciou os três instrutores envolvidos no incidente sob a suspeita de homicídio qualificado com dolo eventual. A investigação, finalizada pela delegada Andréa Dantas Levy, aconteceu em 22 de junho e agora aguarda deliberação do Ministério Público sobre possíveis acusações formais.
O juiz competente decidirá se aceita ou não a denúncia. Se o processo prosseguir, os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, 27 anos, se tornarão réus.
Em seu relatório, a Polícia afirmou que “a ausência de fixação do equipamento essencial de segurança não se configura como mero acidente, mas como fator determinante que impossibilitou qualquer estratégia de autoproteção da vítima”.
**Posicionamento da Defesa**
O advogado Rafael Gomes dos Santos, representante de Maicon e Luis, expressou sua insatisfação com o indiciamento, argumentando que o evento deve ser considerado um homicídio culposo, sem intenção, em vez de homicídio doloso qualificado. A defesa de Vitor também contestou a imputação de homicídio com dolo eventual.
Assim, a situação permanece em análise, à espera das decisões judiciais que determinarão o futuro dos envolvidos.











