
O médico ginecologista Marcelo Arantes Silva foi detido em Goiânia na última quinta-feira (23/4), acusado de cometer uma série de estupros de vulnerável contra suas pacientes. De acordo com informações publicadas pelo portal EM.com.br, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Senador Canedo já identificou 23 vítimas do profissional, sendo dez na capital e as outras 13 na região metropolitana.
A primeira denúncia contra Silva foi registrada em 2017, em Senador Canedo. Segundo a Polícia Civil de Goiás, os abusos se estenderam até 2026. Os relatos das vítimas indicam que o ginecologista realizava exames de toque desnecessários, frequentemente sem o uso de luvas, além de fazer perguntas de natureza sexual durante as consultas.
Abusos Em Um Cenário de Vulnerabilidade
A polícia acredita que Marcelo se aproveitou da posição de médico e da vulnerabilidade física e emocional das mulheres para perpetrar os crimes, o que fundamenta sua acusação por estupro de vulnerável.
Posicionamento do Conselho Regional de Medicina
Em comunicado, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) anunciou que o registro profissional do médico foi suspenso por determinação judicial. O Cremego também salientou que todas as denúncias sobre a conduta ética dos médicos são investigadas em sigilo, em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O conselho afirma que está solicitando esclarecimentos ao médico responsável pela instituição mencionada nas denúncias.
Incentivo à Denúncia
A Polícia Civil está incentivando outras possíveis vítimas do médico a procurarem a Delegacia da Mulher em Goiânia e Senador Canedo. Esse chamado visa assegurar que mais casos sejam reportados e investigados.
Até o fechamento desta matéria, o portal EM.com.br informou que tentou contactar a defesa do médico, mas não obteve retorno.



