
As influenciadoras brasileiras Malévola Alves e Bruna Mercatelli, que foram detidas no Egito após a divulgação de vídeos com comportamentos considerados obscenos, foram liberadas para retorno ao Brasil. Apesar dessa liberação, o processo judicial contra ambas continuará em andamento, e uma eventual condenação pode resultar em restrições de entrada no país.
O governo egípcio alegou que as influenciadoras foram presas em Alexandria devido a vídeos que mostravam comportamentos considerados obscenos, incluindo gestos de cunho sexual e atitudes que importunaram transeuntes em praças públicas de várias cidades. Segundo o Ministério do Interior do Egito, as duas admitiram, durante o interrogatório, que gravaram as imagens com a intenção de aumentar o número de visualizações nas redes sociais.
Em comunicado divulgado na terça-feira (20), o ministério informou que as prisões ocorreram após uma investigação sobre as gravações que circularam nas plataformas digitais. Os vídeos mostravam as influenciadoras interagindo com egípcios, além de cenas em que beijavam e apalpavam homens dentro de um carro e em espaços públicos.
A liberação das influenciadoras para retornar ao Brasil foi resultado de tratativas entre a defesa e a representação diplomática brasileira. A embaixada do Brasil no Cairo, procurada pela defesa de Malévola, envolveu um escritório de advocacia especializado em questões consulares para obter informações sobre o caso. Um representante foi mobilizado em Alexandria, cidade onde ambas foram detidas.
Após negociações com as autoridades egípcias, foi sinalizada a possibilidade de retorno das influenciadoras ao Brasil. Contudo, o afastamento do país não finaliza o processo judicial, e em caso de condenação, Malévola Alves e Bruna Mercatelli poderão enfrentar restrições se decidirem retornar ao Egito.











