
Em um ato de campanha realizado no centro de Porto Alegre nesta sexta-feira, 11, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um contundente alerta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis tentativas de interferência nas eleições brasileiras. Lula afirmou que a “extrema-direita”, representada por Trump, já tentou influenciar processos eleitorais em diversas nações da América Latina. “Não se meta nas eleições brasileiras, porque se se meter, vai perder”, destacou o presidente, reiterando sua mensagem durante o evento.
Lula enfatizou que “nenhum presidente de outro país vai meter o bedelho nas nossas eleições”, reafirmando sua posição de respeito à soberania nacional. Ele também mencionou um próximo encontro com Trump durante a Assembleia Geral da ONU nos Estados Unidos, manifestando desejo de manter uma relação diplomática civilizada e respeitosa entre os dois países, enfatizando a necessidade de reciprocidade em respeito aos resultados eleitorais.
O presidente também abordou questões relacionadas a investigações envolvendo o ex-Banco Master e frisou que, enquanto Daniel Vorcaro se tornou banqueiro durante a administração de Jair Bolsonaro, ele foi preso em sua própria gestão. Antes do evento, Lula utilizou suas redes sociais para exortar a “abertura total do sigilo”, reiterando que quem não deve não teme.
O ato ocorreu no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público, que recentemente enfrentou enchentes, e é um local significativo sendo o mesmo onde Lula havia realizado campanhas anteriores. Estavam presentes líderes do PT, incluindo o senador Paulo Paim, que não buscará reeleição, e ex-governadores como Tarso Genro e Olívio Dutra. Lula também relembrou seus feitos dos governos anteriores e usou imagens para resgatar momentos históricos com Leonel Brizola, reforçando apoio à candidatura da neta do político, Juliana (PDT), ao governo do estado. O PT participa da chapa com Edegar Pretto como candidato a vice.
Juliana, ao discursar, fez alusão à união entre ela e Lula em momentos críticos da história política, ressaltando que a relação entre ambos era forte, mesmo após trajetórias eleitorais distintas, e reforçou que Brizola, seu avô, estaria orgulhoso da união política atual. Além disso, ela saudou Lula como um líder que não hesitou em prestar ajuda ao estado durante a recente crise climática.
Essas declarações e movimentações ocorrem em um contexto de intensa preparação para as eleições de 2026, com o cenário eleitoral brasileiro em constante evolução e os partidos se articulando de maneira a garantir apoio e alianças estratégicas.











