
Com a plateia formada por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula fez uma série de promessas, mas não mencionou a controvérsia que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades ligadas ao STF. A crise na Corte se intensificou após o ministro André Mendonça divulgar um relatório da Polícia Federal, que expõe um intercâmbio de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, sugerindo a defesa de interesses privados pelo magistrado.
O relatório da PF não só revela diversas interações entre Moraes e Vorcaro, como indica a possível influência do magistrado em questões relacionadas a um acordo que a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, teve com o Banco Master, no valor de 131 milhões de reais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também são mencionados no documento, sugerindo uma rede de conexões que levanta preocupações sobre a ética e a imparcialidade do sistema judiciário.
Durante seu discurso, Lula também fez uma comparação entre os índices de inflação dos alimentos sob sua administração e aqueles da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de destacar melhorias nos indicadores de saúde e educação. Uma das promessas mais notáveis foi a de implementar uma revolução digital e tecnológica, acaso seja reeleito para um novo mandato.
O presidente solicitou votos para o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, além de apoiar as candidaturas ao Senado das ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet. Apesar disso, Lula evitou discutir questões críticas como a alta dívida pública e o crescente número de brasileiros inadimplentes, especialmente em um momento vulnerável para o varejo, evidenciado pela recuperação judicial da rede Casas Bahia no mês anterior.
Informações sobre a campanha eleitoral foram baseadas em reportagens do portal Veja.











