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Brasil

Lula e Trump iniciam negociações para rever tarifas comerciais em 30 dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu da Casa Branca nesta quarta-feira, 7 de maio de 2026, com um prazo de 30 dias para avançar nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Conforme reportado pelo Poder360, o ex-presidente Donald Trump (Partido Republicano) aceitou que as equipes dos dois países se reúnam para identificar as diferenças nas cobranças de impostos e que, se necessário, cada parte possa reduzir suas tarifas.

Durante a reunião, Lula apresentou dados sobre a alíquota média brasileira de 2,7% aplicada aos produtos dos EUA, argumentando que, apesar de algumas alíquotas chegarem a 12%, a média não justifica as sobretarifas impostas por Washington. O presidente enfatizou a disposição de ambas as partes em ceder para alcançar um entendimento, afirmando: “Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder”.

Prazo e Celeridade nas Negociações

Lula sugeriu que as reuniões entre as equipes possam ser realizadas por teleconferência, inclusive “dentro do carro”, visando acelerar o processo. Ele destacou a importância de impor prazos concretos, afirmando: “O presidente tem prazo de validade. Eles têm data pra entrar e data pra sair. As coisas têm que acontecer”.

Retorno às Negociações

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, mencionou que foi acordado o retorno às mesas de negociações com o Departamento de Comércio dos EUA e o Representante de Comércio norte-americano nas próximas semanas. O foco é lidar com a Seção 301, que abrange práticas consideradas restritivas ao comércio americano, incluindo o uso do Pix e operações na Rua 25 de Março.

Rosa comentou sobre a expectativa de chegar a uma conclusão que resulte no encerramento da Seção 301 em 30 dias: “Nós ficamos de nos reunir para avaliarmos ou chegarmos a uma conclusão. E há necessidade de nós nos reunirmos”.

Déficit Comercial e Argumentos Brasileiros

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que, de acordo com o MDIC, o Brasil registrou um déficit de cerca de US$ 20 bilhões com os EUA em 2025, enquanto a estimativa americana aponta um número maior, de US$ 30 bilhões. Durigan argumentou: “O número deles dá ainda mais razão ao nosso pleito”.

Esta reunião ocorre em um contexto em que, em 6 de agosto de 2025, Trump determinou uma sobretaxa de 50% sobre as exportações brasileiras, afetando principalmente o agronegócio e setores de maior valor agregado. Inicialmente, a alíquota seria de 10%, mas a Casa Branca impôs uma tarifa adicional de 40%, em resposta ao que classificou como perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A recente derrubada de tarifas adicionais pela Suprema Corte dos EUA contribuiu para amenizar tensões; contudo, o governo brasileiro ainda aguarda uma resposta formal à proposta de revisão das sobretaxas. Em um pronunciamento de Natal, Lula descreveu a queda parcial das tarifas como uma conquista da soberania nacional.

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