
Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) protocolaram uma notícia-crime junto à Procuradoria Geral Eleitoral, solicitando a investigação do uso de uma aeronave associada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O requerimento foi apresentado em 3 de março de 2026 e também pede a quebra do sigilo de Nikolas.
A informação foi relatada pelo site Poder360, que destacou a preocupação dos deputados em relação à origem dos recursos que financiaram a viagem, a qual ocorreu durante o segundo turno das eleições de 2022. A viagem integrou a agenda da caravana “Juventude pelo Brasil” e utilizou um jato da Prime You, empresa ligada a Vorcaro, fundador do Banco Master.
Cobrança de Prestação de Contas
Os parlamentares exigem esclarecimentos sobre os gastos relacionados ao voo, sugerindo que o congressista mineiro pode ter incorrido em crime eleitoral ao não apresentar a documentação necessária. Lindbergh Farias, em uma gravação publicada nas redes sociais, afirmou que o uso de uma aeronave desse porte requer a discriminação de todos os custos. Caso contrário, poderia configurar “caixa 2”.
“Você sabe que para fazer campanha num jatinho como esse, você tem que ter todos os valores discriminados, se não é caixa 2”, declarou Lindbergh, enfatizando a gravidade da situação.
Resposta de Nikolas Ferreira
Nikolas Ferreira, em vídeo divulgado nas redes sociais no mesmo dia, disse que foi convidado para o evento e que a contratação da empresa responsável pelo transporte foi feita por terceiros. Ele argumentou não ter como prever essa situação: “Como que eu vou prever isso?”
Em uma nota publicada, o deputado afirmou que não conhecia a identidade do proprietário da aeronave no momento do voo, e que sua presença se deu exclusivamente pelo convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo com o dono do avião.
Lindbergh contestou a explicação de Nikolas, afirmando que se a aeronave não era realmente de Vorcaro, deveria haver documentação que comprovasse isso. Ele reiterou a necessidade de saber quanto custou a viagem e exigiu resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Porque é dinheiro por fora. Crime do Nikolas, eu tenho certeza”, completou o deputado.
Assista ao posicionamento de Nikolas abaixo:
Para mais detalhes sobre essa situação, acesse a matéria completa no Poder360.



