
A Polícia Civil de São Paulo capturou Ariane De Pontes Rolim, 30 anos, apelidada de "Pandora" ou "Penélope", em Itanhaém, litoral paulista. A mulher é identificada como líder da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e exercia a função de "disciplina", atuando como uma juíza interna responsável por aplicar castigos e supervisionar a conduta de membros da organização nas regiões da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.
Sistema de Comunicação Estruturado
Durante a operação, os investigadores descobriram um sistema de comunicação estruturado que usava aplicativos para enviar "boletins de ocorrência" internos. Esse sistema de inteligência da facção permitia que integrantes mantivessem diálogos constantes sobre suas atividades. Os registros, conhecidos como "B.O.s", eram utilizados para informar a liderança sobre eventos como fugas de policiais, disputas territoriais e conflitos cotidianos, como brigas entre membros e invasões de residências.
Através desse monitoramento digital, a facção conseguia assegurar o cumprimento das suas normas e "manter a ordem" em suas áreas de atuação.
Detalhes da Prisão
A prisão de Ariane ocorreu mediante um mandado de busca e apreensão. Durante a detenção, ela apresentava um ferimento no rosto proveniente de uma briga familiar e informou às autoridades que está grávida de três meses. Com tatuagens que incluem símbolos da facção, como o "yin e yang", Ariane foi encaminhada à delegacia e responderá pelos crimes de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam para localizar outros membros da facção e desmantelar sua atuação no litoral sul de São Paulo.
Esta informação foi reportada originalmente pela CNN Brasil em 12 de março de 2026.











