
Em recente declaração, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria. Para Marinho, essa ação contraria a vontade expressa do Congresso Nacional e sugere que a Câmara dos Deputados deve adotar uma postura reativa contra decisões tomadas de forma monocrática por membros do STF.
O senador ressaltou que tanto deputados quanto senadores, eleitos pelo voto popular, aprovam propostas que são posteriormente revertidas por “um único homem, não eleito, sem mandato e com interesse direto na causa” usando apenas “uma caneta”. Essa afirmação ilustra a frustração de membros da oposição em relação à relação entre os poderes e à atuação do Judiciário.
Conforme reportado pelo O Globo, a situação gerou uma série de repercussões no cenário político, com governistas celebrando o ato do ministro. A tensão entre as capacidades do Legislativo e do Judiciário segue sendo um tema central nas discussões políticas atuais, com implicações importantes para a governabilidade e a dinâmica de poder no Brasil.



