
Conforme publicado pelo jornal O Globo e confirmado por CartaCapital, a decisão judicial declara que FHC, aos 94 anos, está incapaz de tomar decisões em determinadas áreas. Seu filho, Paulo Henrique Cardoso, foi nomeado provisoriamente para administrar questões em nome do pai, conforme a liminar assinada pela desembargadora Ana Lúcia Goldman.
Paulo Henrique já gerenciava as contas do ex-presidente através de procuração e, segundo a decisão, tem o consentimento dos outros irmãos para buscar a interdição. A magistrada estipulou um prazo de 15 dias para que ele obtenha a aprovação da atual companheira de FHC, Patrícia Kundrát, com quem o ex-presidente vive em união estável desde 2014.
Além disso, a decisão requer informações sobre a capacidade de locomoção e a reação de Fernando Henrique ao recebimento do mandado. FHC foi presidente do Brasil entre 1995 e 2003, e é creditado por dar continuidade ao Plano Real, que havia sido iniciado por Itamar Franco durante sua gestão como ministro da Fazenda.
A defesa do filho do ex-presidente não comentou a decisão judicial. Paulo Henrique é representado por uma equipe de advogados do escritório Bermudes Advogados, incluindo Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Avila.



