
Luis Pablo Almeida, jornalista do Maranhão, é alvo de uma investigação após reportar que o ministro Flávio Dino e sua família teriam utilizado um veículo bancado pelo Tribunal de Justiça do Estado Maranhão (TJ-MA) para fins pessoais. Almeida decidiu permanecer em silêncio durante seu depoimento à Polícia Federal, que ocorreu na sexta-feira, 13 de março de 2026. O depoimento foi convocado três dias após uma operação de busca e apreensão contra o jornalista.
Conforme publicado pelo Metrópoles, Almeida compareceu à PF na condição de investigado. Ao ser informado sobre seus direitos constitucionais, incluindo o sigilo da fonte, o jornalista optou por não responder às perguntas relativas aos fatos apurados.
O registro do depoimento menciona que Almeida foi alertado sobre a possibilidade de ser acusado do crime de perseguição, conforme o artigo 147-A do Código Penal, e que decidiu exercer seu direito de permanecer em silêncio.
Informações sobre o caso foram inicialmente encaminhadas pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) à Polícia Federal, resultando na instauração do inquérito. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, assumiu a relatoria do caso, que é considerado parte da investigação mais ampla iniciada em 2019 sobre “fake news” que envolvem críticas ao Supremo.
Detenção e Apuração
Na última terça-feira, 10 de março de 2026, a PF, sob ordem de Moraes, apreendeu celulares e computadores de Almeida em decorrência de suas reportagens, que alegam que o veículo oficial do TJ-MA estava sendo utilizado indevidamente por Dino e familiares. Embora a reportagem original que contenha essas alegações não esteja mais disponível, foi mencionada que o veículo estava sujeito a uso privado, mesmo sendo destinado a oficiais.
Nota do Supremo Tribunal Federal
Após a repercussão das investigações, a assessoria de imprensa do STF se manifestou, esclarecendo que a operação visava apurar “monitoramentos ilegais” relacionados aos deslocamentos do ministro Flávio Dino. A nota especifica que materiais relevantes para a investigação foram enviados à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República.
O STF também reforçou que a questão da investigação não está vinculada a crimes de honra ou liberdade de expressão, mas sim à segurança institucional. Poder360 tentou contato para obter mais esclarecimentos sobre a investigação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado ao receber novas informações.
Para mais detalhes sobre o andamento do caso, veja o artigo completo no Poder360.



