
Eduardo Paziam, de 55 anos, é um entusiasta da jardinagem urbana no centro de São Paulo, amplamente reconhecido como o “Jardineiro da República”. Seu trabalho, focado na revitalização da área ao redor de seu prédio, o São Thomaz, na esquina da Avenida Ipiranga com a Avenida São Luís, tem por objetivo enriquecer a flora local com espécies nativas da Mata Atlântica.
Em 2023, Paziam decidiu voltar suas atenções à causa ambiental, deixando para trás sua carreira como designer de tecidos de alta costura. Determinado a reverter os impactos negativos de suas atividades anteriores, ele lançou o projeto Pazipê, iniciando com o plantio de um ipê amarelo em um jardim de chuva em frente ao seu imóvel.
Expansão do Projeto de Jardinagem Urbana
Recentemente, a prefeitura de São Paulo concedeu a Paziam permissão para cuidar de 30 canteiros, ampliando suas responsabilidades dentro do programa Adote uma Praça. A autorização foi publicada no Diário Oficial em 14 de abril e lhe permitirá expandir ainda mais seu trabalho de plantio.
Seus planos incluem forrar as calçadas com ipês brancos de um lado, ipês amarelos do outro e roxos no canteiro central, criando um corredor verde e florido na Avenida São Luís.
Experiência e Dedicação na Jardinagem
Paziam tem profundo conhecimento sobre flora e suas características. Ao acompanhá-lo, é possível aprender sobre diversas espécies, como embaúba-prateada, manacá-da-serra e pau-brasil. Uma de suas recentes conquistas foi o cultivo de uma muda da Figueira das Lágrimas (Ficus organensis), uma árvore histórica de São Paulo.
O jardineiro afirma que sua dedicação à jardinagem é diária, gastando cerca de sete horas por dia em cuidados com os canteiros e jardins. Ele não recebe compensação financeira e já investiu cerca de R$ 38.000 em mudas, optando por reverter suas economias pessoais para essa causa. Além das compras, ele também recebe doações e cultiva sementes em um viveiro improvisado em seu apartamento.
Impacto e Comunidade
Paziam enfatiza a importância da preservação ambiental, defendendo seus jardins de depredações e o descaso de alguns transeuntes. Com um olhar aguçado para a conservação, ele não hesita em chamar a atenção de quem não respeita as plantas. Seu lema é claro: “Esse trabalho é para toda a cidade”.
Na próxima ação, marcada para o dia 12, ele planeja plantar dois chichás, árvores que podem viver até 300 anos, contribuindo ainda mais para a flora das praças públicas da região.
Com um apelo voltado à importância dos ambientes naturais para a vida urbana, Paziam acredita que suas iniciativas vão além do estético, beneficiando também a avifauna e polinizadores, e empregando esforços em prol da comunidade.
Segundo informações publicadas pelo Folha de S.Paulo, o trabalho de Paziam busca transformar um ambiente urbano cada vez mais verde, contribuindo para a sustentabilidade e o bem-estar da cidade.











