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Internacional

Irã propõe cooperação com OMI em meio a tensões crescentes no Estreito de Ormuz

O Irã sinaliza disposição para colaborar com a OMI

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, o Irã está pronto para cooperar com a Organização Marítima Internacional (OMI) com o intuito de aprimorar a segurança marítima no Golfo e proteger os marinheiros na região. A declaração foi feita pelo representante iraniano na agência marítima da ONU, Ali Mousavi, no último domingo (22).

Mousavi enfatizou que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação, exceto para embarcações associadas "a inimigos do Irã". Ele também destacou que essa segurança é viabilizada por meio de coordenação de medidas com Teerã.

Na fala de Mousavi, ele reiterou que a diplomacia continua sendo uma prioridade para o Irã, mas reforçou que a cessação completa da agressão e a construção de confiança mútua são ainda mais cruciais. Ele associou os ataques anteriormente realizados por Israel e os Estados Unidos como fatores que agravam a situação no Estreito de Ormuz.

Tensões no Oriente Médio

O clima de tensão no Oriente Médio se intensificou, conforme noticiado. Os Estados Unidos e Israel estão em rota de conflito com o Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque combinado entre ambos resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Além do líder, outros altos oficiais do regime iraniano também perderam a vida em ações promovidas por essas potências.

De acordo com fontes, os EUA teriam destruído diversos navios iranianos, bem como instalações militares no país. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, visando interesses norte-americanos e israelenses.

Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA, indicam que mais de 1.200 civis foram mortos no Irã desde o início do conflito, enquanto a Casa Branca reportou pelo menos sete soldados americanos mortos em confrontos diretos com forças iranianas.

A situação se estendeu também para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, retaliou com ataques a Israel, culminando em ofensivas aéreas israelenses em resposta. Centenas de vidas foram perdidas no Líbano em virtude desses confrontos.

Mudanças na liderança iraniana

Diante da morte de muitos líderes, o Irã elegeu um novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas consideram que essa mudança pode não resultar em alterações estruturais na política do país, perpetuando a repressão.

Por sua vez, Donald Trump expressou descontentamento sobre a nova liderança, classificando a escolha de Mojtaba Khamenei como um "grande erro". O ex-presidente dos Estados Unidos havia mencionado a necessidade de envolvimento no processo de escolha e reforçado que a candidatura de Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança iraniana.

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