
O Irã declarou, nesta quarta-feira (18), que dará uma resposta “decisiva” à morte de Ali Larijani, chefe de segurança do país, a quem atribui a culpa no bombardeio aéreo realizado por Israel. Em retaliação, o Irã lançou uma série de mísseis contra alvos em Israel, conforme reportado pelo O Globo.
Ataques e Consequências
Os mísseis iranianos já resultaram na morte de duas pessoas nas proximidades de Tel Aviv. Além disso, na região, forças do Golfo conseguiram interceptar vários foguetes e drones, que tinham como um de seus alvos bases militares americanas na área.
Cerimônias fúnebres para Larijani e Gholamreza Soleimani, outro líder da milícia Basij, que também perdeu a vida em um ataque israelense, estão programadas para ocorrer na mesma data, de acordo com informações das agências de notícias Fars e Tasnim. Larijani era uma figura proeminente da República Islâmica e sua morte ocorre em um contexto de crescente tensão.
O chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, afirmou que a resposta do Irã ao assassinato de Larijani será de grande impacto. "A resposta iraniana ao assassinato do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional será decisiva", destacou.
Impacto Geopolítico
Desde o início dos conflitos, o Irã intensificou os ataques a interesses dos Estados Unidos e a infraestruturas na região do Golfo. Com o preço do petróleo próximo dos 100 dólares por barril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, alertou que as repercussões da guerra estão apenas começando, com impactos que alcançariam todos.
Para tentar reestabelecer a passagem através do estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial transita, os EUA lançaram ataques direcionados a instalações de mísseis iranianos. As autoridades americanas informaram sobre o uso de bombas significativas, reforçando a estratégia militar na área.
Busca pela Liderança Iraniana
A Guarda Revolucionária do Irã, em comunicado, confirmou o lançamento de mísseis em represália aos ataques israelenses, prometendo vingança pelo sangue de seus líderes assassinados. A situação chegou ao ponto em que o Exército israelense declarou estar em busca do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Jamenei, que permanece fora do radar público desde sua nomeação.
Enquanto isso, a crítica ao governo israelense se intensificou, com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, condenando os “assassinatos políticos” por parte de Israel, classificando-os como ilegais.
Situação em Israel e no Líbano
Os recentes ataques lançados do Irã causaram mortes e destruíram propriedades próximas a Tel Aviv. Nos EUA, Trump enfrentou críticas internas, incluindo a renúncia de Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, que se opôs à guerra em andamento no Irã. O ex-presidente afirmou que a saída de Kent é um “alívio”, caracterizando-o como fraco em questões de segurança.
O Líbano também se tornou um novo foco de conflito, onde o movimento Hezbollah, pró-Irã, tem sido ativo, resultando em 912 mortes e muitos deslocados desde o início dos confrontos.
Conclusão
Ali Larijani, que ocupava posições essenciais no governo iraniano e já havia servido em várias funções de alto escalão, tinha um papel crucial em um momento de alta instabilidade no país. Sua morte poderá influenciar significativamente o futuro político e militar do Irã, especialmente após a recente escalada das hostilidades entre o país e Israel. As ações da Guarda Revolucionária e o compromisso do governo com a retaliação podem gerar consequências imprevisíveis na região.
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Chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, durante uma cerimônia no sul de Beirute, em setembro do ano passado — Foto: Anwar Amro/AFP











