
Membros da igreja King’s Way admitiram, em entrevista ao New York Times, que o novo modelo de voto por família pode apresentar sérias falhas, especialmente em relação à representação de mulheres solteiras. Segundo a congregação, essas mulheres poderiam estar sob a representação de pais, irmãos ou tios, embora o modelo ideal previsto por eles fosse que elas estivessem casadas, preferencialmente com homens. Além disso, o sistema exclui a presença de homossexuais, gerando preocupações sobre sua eficácia e inclusão.
Os casais da King’s Way buscam inspiração em períodos remotos, como os anos 1950 e até mesmo 1880, épocas nas quais mudanças trazidas pelo feminismo significavam que os direitos das mulheres eram ainda mais limitados. Essa perspectiva levanta debates sobre o retrocesso em relação aos direitos femininos nos Estados Unidos, especialmente em um contexto de mudanças sociais e políticas atuais, como a gestão de Donald Trump e seus impactos nas liberdades civis.
Conforme reportado por O Globo, essa discussão sobre o voto por família e suas implicações para as mulheres se insere em uma narrativa mais ampla sobre a luta pelos direitos das mulheres na América. O modelo apresentado pela igreja traz à tona questões relevantes que podem afetar o futuro do voto e da representação política no país.











