
### Homem é preso por feminicídio em São Paulo
Guilherme Sobrinho Keller Vieira, de 26 anos, foi preso em flagrante após assassinato de sua ex-companheira, Sthefany da Silva Lima, em São Paulo. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (3) na zona sul da cidade. A prisão foi convertida em prisão preventiva pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) após audiência de custódia, realizada na quinta-feira (4), conforme informações do portal R7.
### Detalhes da Prisão
O suspeito fugiu do local do crime em um veículo em direção a Guarulhos, mas foi capturado próximo à cidade de Arujá pela Polícia Militar. De acordo com informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), durante a abordagem, os policiais encontraram a arma utilizada no crime dentro do carro, além de dois carregadores de munição.
Guilherme foi levado ao 89° Distrito Policial, onde permanece à disposição da Justiça.
### Contexto do Crime
Sthefany havia terminado o relacionamento com Guilherme aproximadamente um mês antes do homicídio. Relatos da família indicam que a decisão foi motivada pelo comportamento tóxico do ex-parceiro. Uma tia da vítima revelou que havia aconselhado Sthefany a se afastar de Guilherme, que frequentemente a ameaçava.
Guilherme, que se passava por policial nas redes sociais, postava fotos ostentando armas, o que levantou suspeitas sobre sua verdadeira condição. A mulher, que trabalhava como enfermeira, foi alvejada enquanto estava de folga em seu condomínio.
### Sepultamento e Repercussão
O corpo de Sthefany será velado no Cemitério Memorial Parque Cerejeiras, com o sepultamento marcado para a manhã de sexta-feira (5). A tragédia ganhou repercussão nas redes sociais, evidenciando a necessidade de abordar temas como o feminicídio e a violência contra a mulher.
De acordo com o coronel Minosso, do 16° BPM/M, foram apreendidas diversas munições, incluindo calibres .556 e .762, além de um colete balístico e carregadores no veículo de Guilherme. As investigações apontam para a possibilidade de que o suspeito tivesse algum envolvimento com grupos de tiro. Importante frisar que Guilherme nunca foi policial militar ou civil.
### Conclusão
Esse caso evidencia mais uma vez a urgência de discutir o feminicídio no Brasil e a relevância de campanhas que promovam a segurança e o respeito às mulheres. A sociedade precisa se unir na luta contra a violência de gênero, para garantir que tragédias como essa não se repitam.
*Com informações de André Carvalho e Augusta Ramos











