
A campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo pretende intensificar a estratégia de exploração do recall da chapa na tentativa de desbancar o atual governador, Tarcísio de Freitas (PL), que lidera as intenções de voto. A composição conta com Fernando Haddad como candidato ao governo, Márcio França na vice e as ex-ministros Marina Silva e Simone Tebet disputando as vagas ao Senado.
Internamente, a estratégia é vista como uma medida robusta, reunindo quatro experientes nomes com histórico no governo Lula, além de experiência eleitoral significativa. Haddad já foi prefeito da capital, França ocupou por nove meses o cargo de governador e tanto Marina quanto Tebet possuem candidaturas à presidência em seus currículos.
Após uma série de negociações entre o PT e o PSB, a composição foi firmada com o intuito de convencer França a renunciar sua candidatura ao Senado em favor de Haddad. Marco Aurélio de Carvalho, advogado associado ao grupo Prerrogativas que coordenará a campanha petista em São Paulo, comentou: “A chapa em si já é a demonstração de que a gente vai apresentar uma frente ampla”.
Convidado por Haddad e Kiko Celeguim, presidente estadual do PT, Marco Aurélio recebeu o aval de Lula para assumir essa nova função, que se soma à coordenação jurídica da campanha nacional. Sua missão será integrar as campanhas estadual e presidencial, promovendo uma frente ampla e simultaneamente reforçando o palanque de Lula em um estado crucial, onde o presidente perdeu nas eleições de 2022.
De acordo com as últimas pesquisas, Tarcísio, que visa a reeleição, lidera com uma diferença de 11,5 pontos sobre Haddad, conforme levantamento do Paraná Pesquisas. Marco Aurélio expressou otimismo ao afirmar que “Tarcísio é favorito, mas não é invencível”. Para o PT, São Paulo é decisivo para a futura reeleição de Lula, e a estratégia será a nacionalização da campanha, visando mobilizar os eleitores de forma eficaz.
As informações foram originalmente publicadas por VEJA.











