
Os relatos de participantes indicam que o clima da reunião foi mais leve e otimista em comparação a encontros anteriores da equipe de Haddad. Ele enfatizou que aceitou a responsabilidade política designada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião contou com a presença de aliados importantes, como o marqueteiro Otávio Antunes, os deputados Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, além do assessor Laio de Moraes, considerado um dos mais próximos do ministro. A ausência do deputado estadual Emidio de Souza, histórico aliado de Haddad, também foi notada, já que ele recentemente se tornou pai.
Discussão e Desafios da Campanha
Durante o encontro mais informal, os participantes debateram o cenário político do estado e os desafios que Haddad enfrentará na competição contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nota-se que Haddad procurou acalmar os ânimos quando disse: “fiquem tranquilos, pois tem um ‘plano’ para ganhar em São Paulo”. Contudo, o ministro não detalhou os passos dessa estratégia eleitoral.
Dentre os temas que poderão ser abordados na campanha, destacam-se a privatização da Sabesp, o modelo de pedágios nas rodovias paulistas e as críticas direcionadas à condução do governo atual, especialmente pela suposta falta de apoio aos prefeitos do interior.
Apesar do ritmo acelerado das atividades no Ministério da Fazenda, Haddad mostrou-se tranquilo e bem-humorado ao discutir sobre as eleições. O clima descontraído permitiu que os participantes comentassem sobre os desafios típicos das campanhas, com algumas brincadeiras sobre a aversão do ministro a compromissos em cidades distantes.
A expectativa é que Haddad oficialize sua candidatura ao governo paulista ainda esta semana, possivelmente ao lado do presidente Lula. O anúncio pode ocorrer de forma informal em entrevistas, conhecido no jargão político como “quebra-queixo”.
O presidente Lula tem uma agenda marcada em São Paulo para quinta-feira (19), onde participará da 17ª Caravana Federativa, promovido pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, sob a liderança da ministra Gleisi Hoffmann (PT). O evento reunirá prefeitos e representantes de diversas regiões do estado.
Antes dessa data, Haddad e Lula estão confirmados para a festa de aniversário da ex-prefeita Marta Suplicy, que ocorre na noite anterior à caravana.
Definição da Chapa em Andamento
No âmbito das estratégias políticas, a ideia inicial do grupo de Haddad é lançar a candidatura sem definir, de imediato, todos os integrantes da chapa majoritária. A composição final dependerá de negociações políticas com aliados e da dinâmica da campanha nacional do PT.
Um dos nomes cogitados para uma vaga ao Senado é o da ministra do Planejamento, Simone Tebet, atualmente filiada ao MDB, que considera a possibilidade de se mudar para um partido aliado.
A segunda vaga ao Senado também está em discussão, e entre os nomes considerados está o da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que enfrenta disputas internas na Rede Sustentabilidade e avalia seu futuro político, incluindo um possível retorno ao PT. Marina tem recebido convites de outros partidos, incluindo Psol e PSB.
As negociações dentro do PSB incluem também o vice-presidente Geraldo Alckmin, que poderá ser candidato ao Senado. Mesmo que continue como vice na chapa presidencial de Lula, aliados indicam que ele terá um papel importante na campanha em São Paulo.
Outro nome relevante nas articulações políticas é o do ministro e ex-governador Márcio França. O PT segue em conversas com partidos aliados, como PDT e Psol, visando ampliar a base de apoio para a disputa estadual.











