
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou sua intenção de ser candidato pelo PT nas eleições de 2026, embora tenha se esquivado de afirmar categoricamente que concorrerá ao Governo de São Paulo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (13), em uma entrevista ao programa "20 Minutos", do portal Opera Mundi.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, desafiando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), já é considerada certa entre membros do partido. Contudo, Haddad ainda não havia reconhecido publicamente essa intenção. Informações indicam que ele deve se afastar do cargo na próxima semana para focar na campanha eleitoral.
Preparo para as Eleições
Durante a entrevista, Haddad declarou: "Eu vou participar das eleições. Isso eu vou anunciar depois da minha saída do ministério, a que eu vou ser candidato." O apoio do presidente Lula para que Haddad se lançasse na disputa era uma pressão premente; no entanto, o ministro hesitava devido ao temor de uma possível derrota, que poderia comprometer sua trajetória política.
Mudanças no Cenário Político
A recente ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) em pesquisas eleitorais forçou Haddad a reconsiderar sua posição. Embora não tenha mencionado Bolsonaro diretamente, Haddad reconheceu que "o cenário se complicou". Ele refletiu sobre as expectativas em relação a 2026, admitindo que havia imaginado um contexto mais favorável para o presidente Lula.
"Eu falava que o cenário de 2026 ia estar mais fácil. No final do ano passado, eu achava que as conversas sobre São Paulo poderiam ser feitas com mais calma e que talvez pudéssemos apoiar um candidato de outro partido. Porém, após três meses de discussões, percebi que o céu está menos azul do que eu pensava", explicou.
Análise de Pesquisas
Segundo dados do Datafolha, Flávio Bolsonaro se consolidou como uma forte oposição a Lula, apresentando um desempenho competitivo nas simulações de disputas diretas. Em um cenário de primeiro turno, ele se aproximou do petista, empatando tecnicamente na consulta para o segundo turno, com 43% contra 46% de Haddad. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Dessa forma, Fernando Haddad se coloca em um cenário desafiador, com uma decisão iminente sobre sua candidatura, que poderá influenciar os rumos das eleições de 2026.



