Guarda Costeira dos EUA aguarda apoio para apreensão de petroleiro no litoral americano

A Guarda Costeira dos Estados Unidos se prepara para abordar um navio petroleiro identificado como Bella 1, vinculado à Venezuela. A operação está pendente da chegada de reforços, conforme informado por um oficial americano e uma fonte próxima ao caso à Reuters. O Bella 1 se recusou a ser abordado, o que pode tornar a missão mais complexa.
A abordagem do navio deverá ser realizada por uma das duas equipes de especialistas conhecidas como Equipes de Resposta de Segurança Marítima, capacitadas a intervir em situações que exigem técnicas específicas, incluindo o rapel a partir de helicópteros. Este cenário ressalta as limitações operacionais da Guarda Costeira, que enfrenta desafios em suas operações de fiscalização e apreensão de embarcações sujeitas a sanções.
Recentemente, o governo do presidente Donald Trump anunciou um “bloqueio” aos petroleiros sancionados que atuam nas proximidades da Venezuela, um esforço para aumentar a pressão sobre o presidente Nicolás Maduro. Nos últimos dias, a Guarda Costeira já havia apreendido outros dois petroleiros na região, incluindo um evento documentado onde helicópteros se aproximaram de um navio, e membros da equipe desceram de rapel para efetuar a operação.
Um post do Departamento de Segurança Interna mostrou oficiais da Guarda Costeira se preparando a bordo do porta-aviões Gerald Ford para abordar o petroleiro Centuries, o segundo navio alvo das operações recentes. Corey Ranslem, ex-membro da Guarda Costeira e atual diretor-executivo do grupo Dryad Global, destacou que “há um número limitado de equipes treinadas para esse tipo de abordagem”.
O Departamento de Segurança Interna ainda não se manifestou sobre os motivos da não abordagem imediata do Bella 1. É possível que a administração decida não proceder com a operação. A Casa Branca, por sua vez, reafirmou que os Estados Unidos estão em “busca ativa por uma embarcação da frota clandestina sancionada, que faz parte da evasão ilegal de sanções da Venezuela”.
Recursos e Desafios da Guarda Costeira
A Guarda Costeira, embora integrada às Forças Armadas, opera sob o Departamento de Segurança Interna e tem recursos limitados em comparação com a Marinha dos Estados Unidos. Embora Washington tenha mobilizado um grande contingente militar no Caribe, a Guarda Costeira continua a enfrentar desafios em suas operações diárias, que incluem busca e salvamento, além de combate ao tráfico de drogas.
Recentemente, a Guarda Costeira anunciou a apreensão de cerca de 22 toneladas de drogas no Pacífico Oriental, em uma operação que resultou em confiscos avaliados em mais de US$ 362 milhões. O almirante Kevin Lunday, comandante da Guarda Costeira, alertou os parlamentares sobre uma “grave crise de prontidão”, que se agrava há décadas.
Para o ano fiscal que encerra em setembro de 2026, a Guarda Costeira busca um orçamento de US$ 14,6 bilhões. Além disso, o órgão receberá um aporte adicional de US$ 25 bilhões proveniente de uma legislação tributária abrangente. Durante uma declaração recente, Lunday enfatizou que “nossa Guarda Costeira está menos preparada do que em qualquer outro momento nos últimos 80 anos, desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, ressaltando a gravidade da situação atual.
Com informações da CNN Brasil.











