
Uma recente declaração do diretor Gore Verbinski gerou debate sobre a utilização da Unreal Engine em filmes. O cineasta, conhecido por produções como Piratas do Caribe, criticou a crescente adoção dessa tecnologia em Hollywood, afirmando que ela compromete o realismo dos efeitos visuais. Em entrevista ao site But Why Tho, Verbinski argumentou que a ferramenta, originalmente destinada a jogos, altera a estética do cinema e cria o que é conhecido como “vale da estranheza” (uncanny valley).
Verbinski destacou que a Unreal Engine não reproduz a luz da mesma forma que softwares tradicionais, como o Autodesk Maya, resultando em animações com qualidade inferior. Ele mencionou problemas como a interação da luz com a pele e a reação de reflexos, sugerindo que muitos efeitos são gerados automaticamente para acelerar o processo, o que diminui a qualidade. Para o diretor, essa mudança representa um “retrocesso” significativo na indústria cinematográfica.
A resposta da Epic Games
As críticas de Verbinski foram contestadas por Pat Tubach, supervisor de efeitos visuais da Epic Games, empresa responsável pela Unreal Engine. Em comunicado, Tubach considerou equivocada a ideia de que uma única ferramenta é responsável pela qualidade do CGI. Ele enfatizou que a quantidade de produções de computação gráfica aumentou, o que resulta em uma variação na qualidade dos resultados, mas que a verdadeira arte provém dos artistas.
Tubach, que tem vasta experiência na indústria, incluindo colaborações nos filmes de Piratas do Caribe, ressaltou que a Unreal Engine é predominantemente utilizada para pré-visualizações e produção virtual. Ele acredita que a tecnologia potencializa a criatividade dos artistas, em vez de substituí-los, defendendo que recursos avançados devem ser vistos como uma oportunidade para expandir as possibilidades criativas.











