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Google Revela Câmera do Desaparecimento de Nancy Guthrie e Impacta Investigação

Uma reviravolta significativa ocorreu no caso do desaparecimento de Nancy Guthrie, mãe da apresentadora Savannah Guthrie. Segundo informações publicadas pela CNN, a solução para a busca por pistas foi um trabalho técnico desenvolvido por profissionais do Google.

Nancy Guthrie desapareceu há mais de uma semana no Arizona. Em 10 de outubro, as autoridades divulgaram imagens de uma pessoa mascarada e armada na residência de Guthrie no dia em que ela sumiu, contradizendo a informação inicial de que o vídeo não estava disponível. Equipes de engenheiros do Google, que detém o serviço de câmeras inteligentes Nest, conseguiram recuperar essas imagens após um esforço considerável.

A complexidade técnica da tarefa fez com que os investigadores não tivessem certeza da viabilidade da recuperação, conforme comentou uma fonte próxima à investigação. Em uma postagem no X, um oficial do FBI informou que as imagens foram liberadas poucas horas após serem recuperadas.

No início do caso, o xerife do Condado de Pima, Chris Nanos, havia afirmado que não havia vídeo pois Nancy não tinha uma assinatura ativa do serviço de gravação em nuvem do Google. Entretanto, é importante ressaltar que o Nest salva uma quantidade limitada de imagens “baseadas em eventos” por um período reduzido, mesmo sem assinatura.

Nick Barreiro, analista forense de áudio e vídeo da Principle Forensics, esclareceu que mesmo informações deletadas podem ser recuperáveis. "Uma função de exclusão apenas sinaliza ao sistema para liberar espaço, mas os dados podem persistir até serem realmente substituídos", afirmou.

Kash Patel, diretor do FBI, mencionou nas redes sociais que as autoridades, ao colaborar com empresas privadas, conseguiram localizar alguns vídeos a partir de "dados residuais" nos sistemas de backend. Um mandado de busca foi enviado ao Google em virtude da investigação, uma prática comum em delitos desse tipo.

Adam Malone, especialista em cibersegurança e ex-agente do FBI, destacou à CNN que világinas armazenadas em sistemas baseados em nuvem são processadas através de múltiplas camadas de tecnologia. Cada uma dessas camadas pode oferecer uma oportunidade para recuperação de dados que ainda não foram eliminados.

Ele explicou que as informações passam por diversos servidores e sistemas em todo o mundo, aumentando a probabilidade de que dados residuais permaneçam acessíveis. "A equipe de tecnologia poderia rever seus fluxos de dados e verificar se algo ainda estava acessível antes da exclusão total", completou Malone.

Para mais detalhes, consulte a reportagem original da CNN Brasil.

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