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SP

Geraldo revela últimas palavras antes da separação e investigações de feminicídio avançam

Depoimento revela tensões no relacionamento antes de tragédia envolvendo PM em São Paulo

Segundo informações publicadas pelo UOL, o tenente-coronel Geraldo relatou que ele e sua esposa, Gisele, viviam em quartos separados. Em seu depoimento, mencionou que no dia da tragédia procurou Gisele para comunicar seu desejo de separação. Durante a conversa, ele expressou ainda amor pela esposa, mas ressaltou que a continuidade do relacionamento não era viável. Após sua declaração, Gisele teria reagido de forma exaltada, pedindo que ele saísse do quarto e encerrando a discussão com um portão batido. Em seguida, Geraldo afirma que foi ao banheiro.

Atendimento médico após a ocorrência

O mesmo depoente revelou que foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde recebeu atendimento psicológico no estacionamento da unidade. Ao ser indagado sobre o estado de saúde mental de Gisele, destacou que sua esposa não utilizava medicamentos controlados, apenas suplementos alimentares. Além disso, Geraldo afirmou que a relação deles não era bem aceita pelos pais de Gisele, que preferiam o relacionamento anterior dela.

Investigações em andamento

Conforme o boletim de ocorrência, a polícia requisitou uma perícia no local do evento trágico, assim como exames para detectar a presença de pólvora nas mãos de ambos os envolvidos. Durante a operação, foram apreendidos uma pistola Glock .40 da Polícia Militar de São Paulo, três celulares, dois carregadores, dois cartuchos e uma bermuda pertencente a Geraldo. Além disso, o corpo de Gisele foi exumado para que novos esclarecimentos pudessem ser feitos a respeito do caso. A Justiça de São Paulo autorizou essa ação, que acontece sob sigilo, uma vez que a investigação é considerada um inquérito policial sobre um suposto crime de feminicídio, conforme informações do Tribunal de Justiça.

Defesa do tenente-coronel

O advogado de Geraldo, Eugênio Malavassi, declarou que seu cliente não é considerado “investigado, suspeito ou indiciado” no processo que está em andamento. Em nota ao UOL, o defensor afirmou que a mudança do caso para a Vara do Tribunal do Júri, que trata de crimes contra a vida, é uma “circunstância processual absolutamente comum dada a ocorrência de morte”.

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