
Lindomar Castilho, conhecido como o “Rei do Bolero”, faleceu aos 85 anos no último sábado (20). Sua morte reacendeu a lembrança de um crime grave cometido em sua vida, quando ele assassinou sua ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação ao vivo na cidade de São Paulo, em 1981.
A notícia da morte de Castilho foi divulgada por sua única filha, Liliane de Grammont, que destacou em uma carta aberta que “ao tirar a vida da minha mãe, também morreu em vida”. A filha enfatizou os impactos do crime em sua vida e na estrutura familiar. Na época do assassinato, Liliane tinha apenas dois anos e foi acolhida pelos avós maternos, que enfrentaram a obrigação judicial de permitir a visita do ex-marido.
A história trágica foi detalhadamente abordada em uma investigação apresentada pelo canal [Iconografia da História no YouTube](https://www.youtube.com/watch?v=qASm2YNDltI).
Na carta publicada em seu perfil no Instagram, Liliane não declarou se perdoou ou não o pai, mas expressou seu desejo de que ele tivesse superado suas questões pessoais. “Essa resposta não é simples como um sim ou não, ela envolve tudo e todas as camadas das dores e delícias de ser”, escreveu.
### O Crime que Mudou Vidas
Lindomar Castilho e Eliane de Grammont foram casados entre 1979 e 1981, e seu relacionamento foi marcado por possessividade e ciúmes, exacerbados pelo alcoolismo do cantor. Após várias agressões, Eliane pediu o divórcio.
No dia 30 de março de 1981, após a separação, Castilho invadiu o bar Belle Époque, onde Eliane se apresentava, e disparou cinco vezes enquanto ela cantava “João e Maria”, de Chico Buarque. O crime foi motivado por ciúmes em relação ao violonista Carlos Randall, primo de Castilho, que se apresentava ao lado dela. Eliane morreu a caminho do hospital, aos 26 anos.
Carlos Randall, que sobreviveu ao ataque, relatou em uma entrevista ao [podcast do jornalista Piunti em 2022](https://www.youtube.com/watch?v=KxWf_fkfn1M) que não se sente capaz de perdoar Castilho. Ele falou sobre o processo emocional que enfrentou após o incidente. “Você precisa de um tempo para assentar. A ficha demora para cair”, comentou.
Após o ato, Lindomar Castilho foi preso em flagrante e condenado por homicídio em 1984, cumprindo pena até 1996, quando foi liberado.
Com informações da CNN Brasil.











