
A família de Juliana Marins, publicitária de 26 anos que morreu após uma queda em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, denunciou o que classifica como descaso da companhia aérea Emirates no processo de traslado do corpo ao Brasil. As informações foram divulgadas por meio de relatos nas redes sociais.
De acordo com a família, a Emirates estaria dificultando a confirmação do voo que levaria o corpo de Bali até o Rio de Janeiro. Embora o embarque tenha sido previamente confirmado, a confirmação posterior foi cancelada sob a justificativa de que o bagageiro da aeronave estava “lotado”.
Manoel Marins, pai de Juliana, está na Indonésia desde a semana passada para acompanhar o processo. A Emirates se pronunciou, afirmando que está apurando o caso.
Juliana faleceu no último sábado, 21, após a queda durante a trilha. Seu corpo foi resgatado na quarta-feira, 25, após dias de espera, o que gerou críticas da família à lentidão das equipes de resgate locais. A autópsia confirmou que a jovem sofreu múltiplas fraturas e hemorragia interna, tendo sobrevivido por até 20 minutos após o impacto. Foi descartada a hipótese de hipotermia.
Diante da comoção em Niterói, cidade onde Juliana residia, a prefeitura custeou o traslado do corpo, totalizando R$ 55 mil. Em homenagem à jovem, a administração municipal rebatizou uma trilha e um mirante com seu nome.
Após o ocorrido, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma alteração no decreto que regulamenta o traslado de corpos de brasileiros que falecem no exterior. A nova regra permitirá que o governo federal ofereça apoio financeiro nestas situações, especialmente em casos de comoção social ou dificuldades financeiras enfrentadas pela família.



