
O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, considerado foragido da Justiça há dois meses, foi preso na noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A captura ocorreu após o jogador não se apresentar para cumprir uma decisão judicial que ordenava seu retorno ao regime semiaberto. Atualmente com 41 anos, Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pela morte da modelo Eliza Samudio.
Prisão e Mandado Judicial
Conforme informado pelo portal Itatiaia, a Justiça revogou o livramento condicional de Bruno e expediu um mandado de prisão com duração estipulada de 16 anos. O ex-goleiro não se apresentou à Justiça após a revogação, o que o levou a ser considerado foragido. A decisão da Vara de Execuções Penais do Rio foi proferida em 5 de março.
O juiz Rafael Estrela Nóbrega, que tomou a decisão, detalhou que a saída do ex-atleta do estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial justifica a revogação do benefício e a reintegração à custódia.
Violações e Consequências
Bruno havia viajado para o Acre no dia 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias depois de obter seu livramento condicional. A movimentação foi considerada uma infração direta às regras impostas pela Justiça, que proibia sua saída do território fluminense sem autorização prévia.
O juiz Nóbrega enfatizou, em seu despacho, que a conduta de Bruno demonstrava um descaso com as normas para manutenção de sua liberdade assistida, o que justificou sua prisão imediata.
Contexto do Caso de Eliza Samudio
Bruno foi preso em 2013, três anos após o assassinato de Eliza Samudio. Em 2019, ele foi transferido para o regime semiaberto e, desde janeiro de 2023, estava em liberdade condicional. Recentemente, foi visto em um time amador de futebol, o Menezes EC, em Ribeirão das Neves, Grande BH.
Eliza desapareceu em julho de 2010, quando foi a um sítio em Esmeraldas a pedido de Bruno. Durante a investigação, o ex-jogador alegou que ela havia partido voluntariamente. Contudo, a Polícia Civil de Minas Gerais o apontou como suspeito, com investigações sugerindo que a gravidez de Eliza era um impedimento para Bruno em sua carreira, já que estava prestes a ser transferido para o Milan.
Dados de uma testemunha revelaram que Bruno teria mandado esquartejar Eliza e os restos mortais foram supostamente dados a cães, embora o corpo nunca tenha sido encontrado.
Implicações Legais
A prisão de Bruno destaca a seriedade das violações das condições judiciais e ressalta as consequências legais de sua conduta. O caso de Eliza Samudio continua a ser um tema de grande relevância na consciência pública e nas discussões sobre violência de gênero no Brasil.
Fonte: Itatiaia











