
O analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, afirmou que a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos poderia custar entre um trilhão e um trilhão e meio de dólares, devido aos recursos naturais estratégicos da ilha dinamarquesa. Entre eles estão minerais como urânio, tório, zinco, chumbo, ferro, ouro e pedras preciosas como rubis e safiras.
Adicionalmente, a Groenlândia abriga reservas significativas de petróleo, gás natural e água doce, cada vez mais valioso em um contexto de mudanças climáticas e poluição. A localização geográfica da ilha a torna um ponto de interesse estratégico em um cenário global.
Geopolítica da Groenlândia no Ártico
A proximidade da Groenlândia com o Ártico faz dela um local estratégico. O derretimento dos polos está abrindo novas rotas marítimas na região, aumentando seu valor comercial e militar.
“Com o degelo, a navegação no Ártico está aumentando, e a China já menciona uma nova rota da seda do Ártico”, apontou Lourival. O analista também destacou o desequilíbrio de poder na região: “A Rússia possui 40 navios quebra-gelos, a China tem 7 e está construindo mais 5, enquanto os Estados Unidos contam com apenas 5”.
A ideia de uma possível aquisição da Groenlândia não é nova. Stephen Miller, subchefe de gabinete da Casa Branca para Assuntos Políticos, declarou à CNN que “é óbvio, é evidente que a Groenlândia pertence aos Estados Unidos”, referindo-se à sua proximidade geográfica com o território americano.
Lourival observou que, apesar dos interesses legítimos dos EUA na região, a abordagem utilizada tem causado descontentamento no establishment de defesa norte-americano, em parte devido à linguagem agressiva em relação à Dinamarca, um aliado histórico na Otan.











