
A política britânica é marcada por um escândalo de grandes proporções envolvendo o ex-embaixador nos EUA, Peter Mandelson, que enfrenta uma investigação criminal após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao magnata Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual. Os detalhes inéditos revelam conexões preocupantes entre Mandelson e o criminoso sexual.
Mandelson, que é casado com o brasileiro Reinaldo Avila da Silva, está no centro de controvérsias que incluem a divulgação de e-mails de 2009, onde parece ter vazado informações políticas confidenciais para Epstein, durante seu mandato como secretário de negócios no governo de Gordon Brown. Os documentos indicam que Mandelson avisou Epstein sobre um possível resgate de € 500 bilhões pela União Europeia devido à crise financeira de 2008.
Além de e-mails comprometidos, os arquivos incluem uma foto de um homem que se assemelha a Mandelson, de cueca, posando ao lado de uma mulher cujo rosto foi ocultado. As circunstâncias da imagem permanecem obscuras, e Mandelson afirmou à BBC não reconhecer a mulher nem o local da gravação.
Investigações e buscas
Na última sexta-feira, 6 de outubro, a polícia britânica realizou buscas em dois endereços associados a Mandelson como parte da investigação sobre má conduta em cargo público. As ações se seguem a denúncias recebidas, inclusive do governo, sobre os laços estreitos entre o ex-embaixador e Epstein. Os mandados de busca foram cumpridos em Wiltshire e Camden, em Londres.
As autoridades iniciaram a investigação em 3 de outubro, e Mandelson, que se afastou do Partido Trabalhista e deixou o cargo na câmara alta do parlamento, não respondeu a nenhuma solicitação de comentários.
Pressões políticas
As revelações sobre Mandelson aumentam a pressão sobre ele, assim como outros envolvidos, como o ex-príncipe Andrew e sua ex-esposa Sarah Ferguson, para que expliquem seus laços com Epstein. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfrenta críticas após a nomeação de Mandelson para o cargo de embaixador nos EUA em 2024. Starmer expressou seu pesar por ter acreditado em Mandelson e o demitiu em setembro do ano passado, porém, as novas informações levantam dúvidas sobre sua capacidade de julgamento.
Starmer também pediu que Andrew Mountbatten-Windsor comparecesse perante o Congresso dos EUA. O filho da rainha Elizabeth II se afastou de sua residência na propriedade real de Windsor em meio ao escândalo que explodiu nos últimos dias.











