
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, liderado por Viviane Barci de Moraes, revisou o Código de Ética e Conduta do Banco Master. Segundo informações publicadas pelo Poder360, o documento possui erros que levantam preocupações sobre a qualidade da revisão realizada.
O Código de Ética, acessível ao público e disponível para download, contém 34 páginas. No entanto, uma das seções da página 17 apresenta uma orientação equivocada, afirmando que “você não deve impedir que sejam utilizadas informações inverídicas e atividades de negociação fraudulentas pelo colaborador.” O correto, como deveria constar, seria vetar tais práticas. A revisão errônea foi identificada, mesmo com a data de março de 2025, época em que o escritório de Viviane Barci já prestava serviços ao banco.
Adicionalmente, a página 30 do mesmo documento apresenta uma frase sem continuidade que sugere uma revisão apressada, o que poderia impactar a confiança do público no conteúdo. As falhas na redação poderiam ser comuns em documentos que não passaram por uma análise cuidadosa.
Em contato com o Poder360, o escritório Barci de Moraes afirmou que não se manifestará sobre os erros específicos encontrados no Código de Ética, reiterando uma posição já divulgada em nota aos jornalistas.
Honorários elevados para serviços jurídicos
O Banco Master desembolsou R$ 80.223.654,94 ao escritório de Viviane Barci de Moraes por 22 meses de serviços. Os honorários mensais totalizavam R$ 3.646.529,77, como detalhado em um contrato cujos dados circulam publicamente desde dezembro de 2025. Viviane forneceu serviços entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, quando o fundador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso na operação Compliance Zero.
No contexto das reuniões, foram realizadas 94 encontros, incluindo 79 presenciais e 15 por videoconferência, totalizando 267 horas dedicadas ao banco. O escritório também emitiu 36 pareceres legais sobre diversos temas, como compliance e aspectos contratuais. Porém, considerando a média de honorários do mercado, que gira em torno de R$ 3.000 por hora, o valor total cobrado pelo escritório parece exorbitante em comparação aos serviços efetivamente prestados.
Ao multiplicar as horas de trabalho com o valor médio do mercado, o total estimado seria de R$ 1.881.000,00, muito abaixo dos R$ 80,2 milhões pagos ao escritório. Essa discrepância levanta questões sobre a viabilidade e a racionalidade dos pagamentos feitos pelo Banco Master ao escritório Barci de Moraes.



