Donos da C4 Gym são indiciados por homicídio após morte de aluna em piscina contaminada

Os sócios da academia C4 Gym, onde Juliana Bassetto, de 27 anos, faleceu devido à intoxicação com a água da piscina, atribuíram a responsabilidade a um manobrista. Em depoimento à Polícia Civil, um dos sócios afirmou que foi “inexplicável” a atitude do funcionário, que utilizou produtos químicos de maneira inadequada.
Conforme apurado pela CNN Brasil, o manobrista teria manuseado cloro em pó de forma imprópria, criando uma névoa tóxica no ambiente da piscina durante a aplicação do produto.
Circunstâncias da Intoxicação
O relatório do responsável técnico da manutenção da piscina indica que o manobrista agiu fora do protocolo estabelecido. Segundo um dos sócios, ele percebeu, através das câmeras de segurança, que o funcionário chacoalhava um balde de cloro em pó, o que provocava a emissão de partículas nocivas no ar.
A academia, segundo o depoimento do sócio, disponibiliza equipamentos de proteção, mas não se sabe o motivo de não terem sido usados pelo manobrista. A gestão da empresa, conforme informado, é separada da operação diária, e um dos sócios só tomou conhecimento da gravidade do ocorrido horas após a morte de Juliana.
A Polícia Civil investiga se o erro foi exclusivo do manobrista ou se há falhas sistêmicas nos procedimentos e na supervisão da academia. Também estão em análise a regularidade da documentação de funcionamento do estabelecimento.
Responsabilidade dos Sócios
Na noite da quarta-feira (11), os três sócios da C4 Gym foram indiciados por homicídio pela Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP). A CNN Brasil confirmou que o delegado requisitou a prisão dos sócios, que agora enfrentam sérias consequências legais.
A situação foi ainda mais complicada quando o manobrista declarou que, após a ocorrência, o dono da academia respondeu “paciência” ao ser informado sobre os alunos que apresentaram sintomas de intoxicação. O manobrista relatou que tentou contatar o gerente várias vezes, mas não teve êxito.
Tragédia e Consequências
No último sábado (7), Juliana Bassetto faleceu e seis outras pessoas foram hospitalizadas após uma intoxicação ocorrida durante uma aula de natação. Testemunhas relataram a presença de um forte odor químico, seguido de ardências nos olhos e sintomas de vômito.
Apesar dos esforços de socorro, que incluíram o transporte de Juliana a um hospital em Santo André, ela não sobreviveu a uma parada cardíaca. Outras vítimas, incluindo o marido de Juliana e um adolescente de 14 anos, continuam recebendo atendimento médico.
A Polícia Civil registrou o caso como morte suspeita e perigo à saúde. Investigações estão em andamento para intimar os proprietários e gerentes da academia para que prestem esclarecimentos sobre os acontecimentos.
*Sob supervisão de Tonny Aranha










