
No levantamento espontâneo, em que os entrevistados nomeiam livremente seus candidatos, a deputada federal Sílvia Cristina lidera com 29,6% das menções. Ela é seguida por Fernando Máximo, também deputado federal, que obteve 25%, e Bruno Bolsonaro Scheid, com 14,7%. Esses dados sugerem uma forte lembrança eleitoral de Sílvia Cristina, consolidando sua presença na mente do eleitor.
Contudo, a pesquisa indica um elevado grau de indecisão entre os eleitores: apenas 9% dos 1.220 entrevistados já possuem nomes definidos, reflexo da incerteza no cenário político atual. Enquanto Sílvia Cristina destaca-se em um segmento restrito de escolhas, 91% do eleitorado ainda está em busca de candidatos.
Quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, a dinâmica muda significativamente. No cenário estimulado, Bruno Bolsonaro Scheid, vinculado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, surge em primeiro lugar com 32,1%, seguido de perto por Fernando Máximo, que atinge 28%. O cenário fragmentado é evidente, com outros pré-candidatos não conseguindo formar um bloco dominante.
A diferença entre o modo espontâneo e o estimulado revela um aspecto importante: enquanto a primeira abordagem mede a memória imediata do eleitor, o segundo formato avalia o reconhecimento de nomes e a reação a candidatos específicos. A presença do sobrenome Bolsonaro, por exemplo, aumenta significativamente o apoio a Bruno Bolsonaro.
A análise da segunda opção de voto também traz nuances para a competição. Nesse aspecto, Fernando Máximo se destaca com 33,8%, enquanto Mariana Carvalho e Bruno Bolsonaro permanecem competitivos. A combinação dos dois votos sinaliza uma nova lógica: Fernando Máximo atinge 47,8% no total, consolidando-se como uma escolha proeminente.
Outro fator que complica o cenário é a variabilidade dos nomes incluídos nas diferentes partes da pesquisa. Enquanto nomes como Confúcio Moura e Marcos Rogério aparecem na consulta espontânea, figuras como Neidinha Suruí e Amir Lando são mencionadas apenas no cenário estimulado. Essa oscilação nas opções pode alterar as preferências eleitorais e dificultar a interpretação dos resultados.
Portanto, os dados não apontam para uma liderança clara. Sílvia Cristina lidera na pesquisa espontânea, Bruno Bolsonaro é o destaque no voto estimulado, e Fernando Máximo se fortalece na consolidação das escolhas. Essa diversidade de indicadores reflete um campo político em evolução, onde a interpretação dos dados exige cautela.
A análise técnica do Instituto Veritá foi conduzida entre 4 e 8 de maio de 2026 em Rondônia, cobrindo 1.220 entrevistas. A pesquisa possui uma margem de erro de três pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, estando registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) sob o número RO-02673/2026.
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