
A insatisfação dos brasileiros em relação à Copa do Mundo de 2026 cresceu acentuadamente, passando de 22% em 2022 para 48% neste ano. A pesquisa, realizada pelo instituto Ipsos, revela que o único grupo etário com menos de 40% de desânimo é o de 16 a 24 anos, onde 25% se consideram desanimados.
### Mudança nas Preferências
Apesar do descontentamento, o Mundial de futebol masculino ainda figura entre as quatro principais paixões brasileiras, com 8,2% dos entrevistados afirmando que o evento é uma de suas preferências. Essa categoria está atrás apenas de séries (10,9%), música (10,7%) e religião (9%). O próprio futebol, enquanto modalidade, fica um pouco aquém, próximo a viagens e gastronomia, somando 7,3%.
Paula Soria, líder de marcas na Ipsos Brasil, observa que, apesar da desmotivação, o Mundial ainda representa um momento social e emocional significativo. “A Copa se tornou um grande ritual social, que promove encontros e experiências compartilhadas, independente do desempenho da Seleção”, afirma Soria. “O torcedor brasileiro se tornou mais crítico e menos dependente da vitória.”
### Desconfiança em Relação à Seleção
A confiança dos brasileiros na equipe da Seleção Brasileira também diminuiu. Em 2022, metade da população acreditava nas chances de o Brasil conquistar o título. Hoje, apenas 18% veem uma possibilidade real de vitória, enquanto 49% opinam que as chances de um hexacampeonato são baixas. Apesar disso, 40% da população ainda se mobiliza em torno da Seleção, o que demonstra um comportamento cauteloso em relação às expectativas.
“A relação dos torcedores com a Seleção tornou-se mais cautelosa. A paixão continua, mas está menos centrada em resultados e mais na vivência coletiva que o evento proporciona”, analisa Soria. O levantamento da Ipsos ainda aponta um aumento significativo no número de brasileiros que não pretendem assistir a nenhum jogo do Mundial: de 24% em 2022 para 35% em 2026.
Enquanto 21% dos entrevistados desejam acompanhar todos os jogos, 42% se interessam apenas pelas partidas da Seleção.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.











